Por gabriela.mattos

Rio - Adotada por Marcelo Freixo (Psol), a ideia de desafiar Pedro Paulo Carvalho (PMDB) para o embate frente a frente na TV Globo partiu da filha do socialista. Isadora, de 18 anos, imaginou que o pai pudesse não ter a chance de fazer perguntas ao peemedebista no debate e sugeriu que Freixo usasse uma tréplica com outro adversário para provocar o candidato do governo. “Achei que o Pedro Paulo não fosse morder a isca. Quem começa perguntando sai em desvantagem, porque a última palavra é dada por quem foi perguntado”, diz Freixo.

O socialista arriscou. E o que se viu em seguida foi um dos momentos mais tensos, em toda a campanha, entre os dois rivais que estão tecnicamente empatados nas pesquisas.

Troca de acusações

Pedro Paulo afirmou que Freixo era assessorado por um homem condenado com base na Lei Maria da Penha. O socialista rebateu. Disse que exonerara o funcionário de seu gabinete, diferentemente de Eduardo Paes, que transformara um acusado em candidato a prefeito.

Repercussão

Minutos depois, Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa e do PMDB-RJ, defendeu o correligionário na internet: “Pedro Paulo foi absolvido e é tratado por ele (Freixo) como se condenado fosse.” 

Campo popular

Marcelo Crivella (PRB) aposta em agendas hoje com Romário (PSB) e Wagner Montes (PRB) para ampliar votos do campo popular — o mesmo segmento do eleitorado de Pedro Paulo.

Tecnologia em pauta

Clarissa Garotinho (PR), que apoia Crivella, ironiza propostas de Indio da Costa (PSD). “É tanto aplicativo que daqui a pouco ele vai ter que lançar o Bolsa iPhone.”

Campanha no TCM

O clima eleitoral contaminou o Tribunal de Contas do Município. Nas últimas semanas, houve um entra e sai de pessoas com bottons e adesivos no edifício, no Centro. Dirigiam-se ao nono andar, onde fica o gabinete de um conselheiro cujo filho é candidato a vereador. E olha que o prédio do Tribunal Regional Eleitoral é a poucos metros dali.

Você pode gostar