Freixo fala sobre alianças e diz que vai tentar os votos de quem não compareceu

Candidato do Psol acredita que política deve ser, sim, separada de religião. 'É muito perigoso que o governo seja um governo de uma vertente religiosa. Isso não é bom para a democracia'

Por O Dia

Rio - O candidato à Prefeitura do Rio Marcelo Freixo (Psol) que vai disputar o segundo turno das eleições municipais com MarcelO Crivella (PRB) crê que tempo de propaganda eleitoral igual na TV vai ajudá-lo a conseguir votos de pessoas indecisas ou que votariam brancos e nulos. Antes, Freixo tinha apenas 11 segundos para apresentar propostas na TV. Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, ele se reuniu com assessores para discutir as possíveis alianças na corrida eleitoral. 

Marcelo Freixo se reuniu em seu comitê, na Glória, para discutir sobre possíveis novas alianças políticasEstefan Radovicz / Agência O Dia

Como dito ontem, Marcelo Freixo reafirmou que vai buscar o apoio dos partidos progressistas como Indio da Costa (PSD) e que também quer o apoio de Carlos Roberto Osório (PSDB). Freixo rechaçou qualquer contato com o PMDB, mas disse que vai brigar pelos votos que foram direcionados a Flavio Bolsonaro. O psolista já conta com o apoio de Jandira Feghali (PC do B) e de Alessandro Molon (Rede).

"Segundo turno não é alianças, segundo turno é apoio. O nosso projeto foi vitorioso no primeiro turno. Agora, a gente tá com essa disputa com o Crivella e já temos o apoio da Jandira, já temos o apoio do Molon, vamos conversar com o Indio, vamos conversar com o Osório, vou apresentar o nosso programa pra ver se eles apoiam. Não tem jeito, no segundo turno, ou eles apoiam o nosso projeto, ou eles apoiam o projeto do Crivella, ou não se posicionam. Nós temos um programa e estamos dispostos a conversar com todos pra que eles possam conhecer nosso programa de cidade e nos apoiar", disse o socialista.

Sobre conseguir os votos que Bolsonaro obteve, Freixo acredita que são votos éticos e que de alguma forma é um eleitorado que quer acabar com a milícias espalhadas no Rio. "Eu acho que tem um voto do Bolsonaro também ético, não só um voto ideológico. E é possível que alguns votos do Bolsonaro desse campo ético, desse campo de enfrentar as milícias que nós tivemos, possa migrar pra gente também".

Sobre religião, onde o eleitorado de Crivella é bem forte, Freixo disse que a política deve ser separada de assuntos religiosos, mas que vai conversar com lideranças religiosas de vários segmentos.

"Nós separamos muito bem a política da religião e a gente acha que, para o bem da democracia, é importante separar política de religião. O estado não pode ter a mistura de um projeto religioso com um projeto político. É muito perigoso que o governo seja um governo de uma vertente religiosa. Isso não é bom para a democracia, isso não deu certo no mundo e nós não queremos isso no Rio de Janeiro. Mas nós vamos chamar todas as lideranças religiosas de todos os segmentos religiosos do Rio de Janeiro pra fazer um grande debate sobre diversidade, sobre democracia e sobre cidade. As religiões são muito importantes na história da humanidade, são muito importantes no Rio de Janeiro, mas é muito ruim misturar governo com religião", finalizou o candidado do Psol.

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