Por gabriela.mattos

Rio - Passado mais de um mês do final das competições de vôlei de praia na Rio-2016, a faixa de areia próxima ao Posto 2 da orla do Leme continua ocupada por canos, vigas e peças metálicas. São os restos da Arena Copacabana, cuja desmontagem foi interrompida no início de setembro. O término da operação está previsto para o dia 30.

Os moradores da região reclamam que, além de sujeira, o restante das peças da Arena representa um foco de insegurança. A fonoaudióloga Danielle Pires, de 36 anos, afirma ficar com medo ao parar no semáforo da Avenida Princesa Isabel, em frente à Arena. Segundo ela, o local se tornou um “esconderijo” de bandidos, pivetes e moradores de rua.

O que mais a incomoda, no entanto, é o aparente descaso que a demora transparece. “Só penso que é mais uma coisa largada, visto que as Olimpíadas acabaram e a imprensa gringa já se foi, então não precisam mais correr pra maquiar”, reclamou.

Canos%2C vigas e peças metálicas ocupam faixa de areia na Praia de Copacabana. Restos deixados pela Rio 2016 serão removidos até o dia 30Estefan Radovicz / Agência O Dia

A desmontagem da estrutura e o serviço de retirada de postes de iluminação foram interditados inicialmente por decisão do Ministério do Trabalho. Auditores fiscais identificaram situações de grave e iminente risco à saúde dos trabalhadores. Os agentes verificaram que a vistoria dos equipamentos de guindaste e a análise de risco para trabalho em altura não foram providenciadas. Além disso, o transporte de materiais e acessórios por içamento estava ocorrendo sem que a área de circulação de pessoas fosse isolada. A operação foi terceirizada, sob cuidados da empresa Rohr.

De acordo com o diretor de comunicação da Rio 2016, Mário Andrada, a necessidade de adaptações às exigências retardou o trabalho, que também foi atrapalhado pelo mau tempo. “As pessoas acham que fazer rápido é o melhor jeito, mas nem sempre é verdade. Estamos cuidando para fazer bem feito.”

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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