Por gabriela.mattos
Crivella foi a Brasília para acertar apoios à sua candidaturaAlexandre Brum / Agência O Dia

Rio - O terceiro dia de campanha no segundo turno das eleições para prefeito do Rio não foi na rua, em busca do voto de eleitores indecisos, mas em reuniões e mais reuniões atrás de apoios que possam agregar o voto destes indecisos às candidaturas de Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (Psol).

Em Brasília, Crivella utilizou o prestígio de senador para costurar com o ministro da Ciência e Tecnologia,Gilberto Kassab, presidente do PSD, o apoio de Indio da Costa. O candidato do PSD obteve 8,99% dos votos no último domingo e deve manifestar sua posição sobre o segundo turno nos próximos dias.

O candidato do PRB também quer convencer seu colega de Senado Aécio Neves a apoiá-lo. O tucano havia afirmado, anteontem, que optaria pela neutralidade na eleição do Rio, mas o ministro do Desenvolvimento, Marcos Pereira, presidente licenciado do PRB de Crivella, acredita que pode reverter esta situação.

“Tucano é difícil, mas eles vão descer do muro. Falei com o Aécio ontem (terça) e tudo se encaminha para eles apoiarem o Crivella”, disse o ministro Marcos Pereira ao jornal “O Globo”.

O candidato Marcelo Freixo, que já havia recebido o apoio dos candidatos Alessandro Molon (Rede) e Jandira Feghali (PCdoB), tão logo encerrada a apuração do primeiro turno, ontem ganhou também o do PT, que emitiu nota em favor de Freixo, e do PSTU, que recomendou o “voto crítico” no candidato.

À tarde, na Lapa, Freixo se reuniu com representantes da Rede, como o senador Randolfe Rodrigues (AP) e o vereador Jefferson Moura, além do antropólogo Luiz Eduardo Soares, que deixou o partido. Eles também declararam apoio ao candidato.

Freixo se reuniu com integrantes da Rede%2C como o senador Randolfe Rodrigues Luiz Ackermann / Agência O Dia

"Você é um militante da paz, contra a violência, contra quem viola direitos. Há uma repulsa, atualmente, pela política por parte da população, mas você é o contrário disso tudo. Tem seriedade, honestidade e transparência. É um sopro de esperança para o país”, elogiou Soares.

Freixo reitera distância de Lula e Dilma

Um dos líderes da campanha contra o impeachment da presidente Dilma, Freixo está tendo trabalho para descolar sua candidatura dos petistas, com medo de perder votos neste segundo turno.

O candidato lembra que o Psol sempre fez oposição ao governo do PT, diferentemente de Marcelo Crivella, que foi ministro da Pesca no governo petista. E insiste que não pretende nacionalizar a campanha, mas debater os problemas da cidade, já que não pôde fazê-lo no primeiro turno, com apenas 11 segundos que dispunha no horário eleitoral.

“Não tenho aliança com o PT. Aliança a gente faz no primeiro turno. Eu não fiz com o PT. No segundo turno a gente recebe apoios, o que é diferente de aliança. E estamos abertos a receber apoios de todos que preferirem as nossas propostas”, disse.

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