Por gabriela.mattos

Rio - O PMDB está fora do segundo turno, mas não indiferente à disputa. O sucesso (ou fracasso) de Marcelo Crivella (PRB) ou Marcelo Freixo (Psol) à frente da prefeitura nos próximos dois anos influenciará diretamente a eleição para o Governo do Estado — o PMDB pretende lançar Eduardo Paes para o posto.

Um experiente quadro do partido avalia: “O Crivella consegue montar uma Câmara a favor fácil, fácil. Vai negociar cargos, conversar. O Freixo não consegue governabilidade. Vai ficar engessado. Se fizer um mau governo, aumentam as chances de o Eduardo voltar com força em 2018.”

Contraste

Mas nem tudo é claro como 2+2=4. Um outro peemedebista tem visão diferente. Adverte que, caso Crivella, hoje senador, assuma a prefeitura, aumentam as chances de Jorge Picciani se eleger para o Senado daqui a dois anos — e esta é a pretensão eleitoral do cacique do PMDB-RJ.

Contraste 2

Além disso, o PMDB seria beneficiado com a exclusão de Crivella da disputa para o Governo do Estado.

‘Cabeça em 2018’

Apesar de pregar o voto no candidato do PRB, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) ainda não decidiu se participará da campanha. Diz estar “com a cabeça em 2018”, quando pretende concorrer à presidência da República.

Improvável

Perguntado se subiria no palanque de Crivella caso ele apoie sua candidatura daqui a dois anos, Bolsonaro sorri: “Aí ele teria que conversar comigo”. Aliados de Crivella, no entanto, dizem que a possibilidade de uma aliança do tipo é remota.

Fofo

Vereador mais votado em São Paulo, com 301 mil votos, Eduardo Suplicy (PT) telefonou ontem para Freixo: “Posso ir ao Rio panfletar para você?”

Sem noção

Após prender Guido Mantega num hospital, enquanto o ex-ministro acompanhava a mulher numa cirurgia, a Polícia Federal deu nova bola fora anteontem. Foi à casa do também ex-ministro Márcio Fortes, na Zona Sul, no dia em que ele iria enterrar a esposa, no Cemitério do Caju.

Recado de Paes

A agência de classificação de risco Fitch manteve o grau de investimento do município, e Paes criticou o que classificou de “mentirada” na campanha eleitoral, quando adversários disseram que os cofres da cidade estavam combalidos: “Não será por problemas nas finanças que meu sucessor terá dificuldades de cumprir as promessas.”

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