MP denuncia mais de 40 taxistas por crimes no Galeão

Grupo que controlava terminais é acusado de lesão corporal, injúria, constrangimento ilegal, exercício irregular da profissão, estelionato e outros

Por O Dia

Rio - Um grupo de 49 taxistas irregulares foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), nesta terça-feira, por atividades ilegais no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (AIRJ). De acordo com autoridades, eles exerciam o controle nos terminais 1 e 2 do setor de desembarque do local, ameaçavam taxistas legalizados e funcionários da comunidade aeroportuária. Além disso, o bando é acusado da prática de diversos outros crimes. A informação foi antecipada pela coluna Justiça e Cidadania, na edição impressa do jornal O DIA de hoje. 

MP denunciou máfia de taxistas por atuação no GaleãoAlexandre Vieira / Agência O Dia

As outras acusações são: lesão corporal, injúria, constrangimento ilegal, ameaça, dano, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo, desobediência, desacato, exercício arbitrário das próprias razões, exercício irregular da profissão e crimes contra a economia popular e as relações de consumo.

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Os criminosos agiam aliciando passageiros (jóqueis) e como motoristas de táxi/bandalha restringindo a atuação no local aos seus filiados, o que constitui monopólio ilegal. Segundo a promotoria, alguns dos denunciados pareciam ser empregados credenciados de uma das sete cooperativas autorizadas pelo Consórcio Rio Galeão a atuar no aeroporto —— eles abordavam os passageiros de forma inconveniente para oferecer serviço de táxi "no tiro" (com preço fixo/taxímetro desligado) e em troca recebiam percentuais pelas corridas.

Já outro grupo fazia uso de táxis com registro na Secretaria Municipal de Transportes ou mesmo carros particulares, sem o credenciamento do consórcio para permanecer no estacionamento ou nas imediações do sítio aeroportuário. Alguns desses veículos eram ou são vinculados à Cooperativa Air Van Special Service, que nunca possuiu autorização para atuar no aeroporto.

A denúncia ainda aponta fraudes no estacionamento do AIRJ. Segundo a promotria, alguns dos acusados dos acusados fraudavam a empresa Well Park, administradora do estacionamento, permanecendo no local sem pagar a tarifa. Eles faziam rodízio com o cartão de estacionamento, enquanto esperavam passageiros.

O MP pediu à Justiça que tome medidas cautelares alternativas contra os acusados enquanto o processo não transitar em julgado. Entre as propostas está a obrigação do comparecimento mensal em Juízo, a proibição de frequentar o local do crime, o afastamento de 1 km de distância do aeroporto, a vedação de qualquer contato com testemunhas, o recolhimento domiciliar noturno e a proibição de ausentar-se da Comarca sem prévia autorização judicial. A promotoria de Justiça constatou que diversos denunciados já possuem diversas inúmeras anotações criminais.