Dornelles tinha resistência a Roberto Sá, mas não teve opção

No meio do caminho, Pezão queria que Beltrame ficasse até o fim do 2º turno da eleição municipal, ou seja, até 30 de outubro

Por O Dia

Francisco Dornelles%3A mal-estar sobre SáReprodução

Rio - Há pelo menos dez dias, o então secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou ao governador licenciado Luiz Fernando Pezão, e ao governador em exercício Francisco Dornelles, que entregaria o cargo. Ali, o nome de Roberto Sá já era dado como certo para assumir a pasta.

No meio do caminho, Pezão queria que Beltrame ficasse até o fim do 2º turno da eleição municipal, ou seja, até 30 de outubro. Mas a resistência de Dornelles ao nome de Roberto Sá gerou mal-estar. Ontem nos bastidores havia uma guerra surda entre Pezão e Dornelles. O ápice chegou quando Pezão anunciou que quem escolheria o sucessor de Beltrame seria Dornelles. A declaração caiu como uma bomba no Palácio Guanabara. Então, Roberto Sá voltou a ser um nome de consenso já que, a essa altura do campeonato, Beltrame garantia que sairia do cargo na sexta-feira ou no máximo na segunda.

Com os problemas nos cofres públicos, conseguir um novo nome se transformou em uma carta fora do baralho. O melhor era manter Sá, que terá árdua tarefa pela frente, mas que conhece a máquina da secretaria como ninguém e estava sendo preparado para assumir o cargo há muito tempo.