Fé e diversão no feriado

Dia de brincadeira para crianças, homenagem à padroeira e aniversário do Cristo Redentor

Por O Dia

Rio - O feriado do Dia das Crianças, comemorado nesta quarta-feira, levou milhares de pessoas às ruas. Por diversão ou fé. Pela manhã, fiéis homenagearam a santa padroeira do Brasil na igreja que leva seu nome, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no Cachambi. Também houve comemoração dos 85 anos do Cristo Redentor, principal ponto turístico do Rio e uma das sete maravilhas do mundo moderno. E mais de 3 mil pessoas foram ao Parque de Deodoro, segundo maior complexo na Olimpíada, para aproveitar um dia de sol e piscina.

Para os fiéis que foram ao Cachambi, a maior atração religiosa foi a missa que começou pouco após as 10h, na praça, com a presença do cardeal Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio. Ao final da manhã, o público vibrou com a chegada da imagem de Nossa Senhora, em uma viatura da Polícia Militar, acompanhada por uma procissão de motociclistas.

Mais de 3 mil pessoas foram ao Parque Deodoro para curtir atrações voltadas para o público infantilMaíra Coelho / Agência O Dia

Nas ruas do entorno, barracas vendiam artigos religiosos. Perto do palco, a advogada Erika Barbosa levava nas mãos o manto de Nossa Senhora, que recebeu no ano passado, em um período difícil. “Estava em depressão. Era muita tristeza e não via luz no fim do túnel. Quando o padre me chamou, vi que era uma fase e ia passar”, lembra. A multidão cantava músicas em homenagem à santa, ao som da banda. “Eu tive câncer de mama, tirei a mama e estou curada. Agradeço à Nossa Senhora”, diz Edinete dos Santos.

No Parque de Deodoro, as pessoas queriam apenas se divertir. Lá, tinha festival gratuito de sorvete, cachorro quente e pipoca, somado à piscina de bolinha, pula-pula e outros brinquedos infláveis. Além de não precisarem pagar nada pelo serviço, muitos dos pais também se divertiam bebendo cerveja nas mesinhas, à sombra, enquanto as crianças eram assistidas por cerca de 15 cuidadores e artistas circenses davam aula de malabarismo.

“É um legado da Olimpíada e as pessoas estão aproveitando”, sorri Luís Cláudio Tavares, que estava com a mulher e o filho de 4 anos.

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