Candidatos a prefeito de São Gonçalo prometem dar atenção especial à saúde

Setor é prioridade dos candidatos Dr. Nanci e Dejorge na cidade

Por O Dia

Rio - O segundo turno das eleições em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, será disputado entre os candidatos Dr. José Luiz Nanci (PPS) e Dejorge Patrício (PRB), que têm em comum a preocupação com a Saúde municipal. Mas cada um com seu próprio viés para o tema.

José Luiz Nanci tem 64 anos e foi eleito vereador em São Gonçalo pela primeira vez em 1992Divulgação

Médico com mais de 33 anos de vida pública, Dr. José Luiz Nanci realizou mais de 40 mil cirurgias no município e espera, como prefeito, poder realizar tudo aquilo que não foi possível como um dos vereadores mais atuantes da cidade, pelas limitações que o cargo impunha.

“Vou ampliar os serviços da rede pública de saúde, facilitando o acesso à marcação de exames, cirurgias e consultas. E desafogar o fluxo nos prontos-socorros da cidade, através da criação de um hospital de apoio, além de reformar as unidades de saúde e distribuir melhor os recursos do SUS para permitir mais atendimentos na rede pública”, promete Nanci.

Dejorge Patrício, por sua vez, aposta na mudança e no “trabalho” para realizar as melhorias que a cidade tanto precisa. Candidato sem curso superior, ele garante que a ausência de um diploma não vai atrapalhar seus projetos. “Por ser conhecedor das causas do município e estar sempre na rua, percebi que o povo quer renovação e busca alguém que seja como eu. Com certeza, o meu perfil é o mais próximo da população, que é de um cara trabalhador, que entende o sofrimento da cidade, que é determinado a fazer a diferença”, disse ao jornal ‘O São Gonçalo’. “Não adianta ser professor e médico, tem que trabalhar”, acrescentou, alfinetando o adversário.

O desafio de Dejorge, no entanto, é grande. Apesar de ter sido o vereador mais votado da cidade na última eleição, o candidato não conseguiu aprovar nenhuma lei na Câmara Municipal. Nanci, por sua vez, tem extenso currículo de serviços prestados à comunidade. Com a palavra — e o poder — o eleitor.

Primeiro turno foi disputado voto a voto

O primeiro turno das eleições em São Gonçalo foi dos mais disputados nos últimos anos, praticamente voto a voto. Nanci foi escolhido por 82.848 gonçalenses, o que correspondeu a 20,46% dos votos válidos. Dejorge ficou logo atrás, com 81.952 votos, o equivalente a 20,24%. A distância entre os dois mais bem colocados no pleito foi de apenas 896 votos.

O atual prefeito, Neilton Mulim (PR), ficou de fora do primeiro turno, terminando em terceiro lugar com apenas 16,28%, seguido por Brizola Neto (PDT), com 12,25%, e Marlos Costa (PSB), com 10,16%.

Diego São Paio (Rede) obteve 8,27% e Dilson Drumond (PSDB), 7,72%. O candidato do Psol, Professor Josemar, conseguiu 4,14% e Dayse Oliveira (PSTU) apenas 0,49%.


QUEM É JOSÉ LUIZ NANCI?


José Luiz Nanci tem 64 anos e foi eleito vereador em São Gonçalo pela primeira vez em 1992, reelegendo-se, consecutivamente, mais quatro vezes.

Em 2010, foi eleito deputado estadual, e reeleito em 2014. Também exerceu a função de secretário estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, no início de 2015.

Em apenas cinco anos de atuação como deputado, destinou mais de R$ 70 milhões em emendas para São Gonçalo e apresentou mais de 100 projetos de lei, tendo aprovado mais de 30. Como vereador, também criou diversas leis importantes para os gonçalenses.

Dejorge Patrício tem 46 anos. Começou sua carreira em 2004%2C quando se candidatou pela primeira vez%2C mas não se elegeuDivulgação

QUEM É DEJORGE PATRÍCIO?

Dejorge Patrício tem 46 anos. Começou sua carreira em 2004, quando se candidatou pela primeira vez, mas não se elegeu. Em 2012, foi o vereador mais votado de São Gonçalo, mas não teve nenhum projeto aprovado pela Câmara Municipal. Dejorge se candidatou a deputado federal em 2014, mas não se elegeu.

Presidente da Fundação Parques e Jardins no mandato de Neilton Mulim, acabou exonerado do cargo após divergências com o prefeito, que o acusou de fazer “péssima gestão”. Dejorge promete priorizar a atenção à saúde básica através de postos de saúde e do Programa Saúde da Família.

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