Luciana Boiteux quer ser 'coprefeita' de Marcelo Freixo

'Eu queria uma parceria. Entendia que não podia ser vice-prefeita, e sim coprefeita', explica a professora universitária

Por O Dia

Rio - Luciana Boiteux, 43 anos, é professora e feminista. Convidada por Marcelo Freixo, em junho deste ano, para ser vice-prefeita da chapa psolista, não queria se ver como subalterna. “Eu queria uma parceria. Entendia que não podia ser vice-prefeita, e sim coprefeita”, explica a professora de Direito Penal da UFRJ que, ao longo da vida acadêmica, estudou temas como Direitos Humanos, Política de Drogas e Direito à Cidade.

Professora universitária e feminista%2C Luciana deseja ser ‘coprefeita’ de FreixoMídia Ninja


Ela conseguiu o que queria. Ao longo da campanha, Freixo sempre a apresentou como coprefeita, ressaltando a importância de se governar com as mulheres. “Não tinha como ser diferente”, comenta o candidato a prefeito. “Eu fazia questão que fosse uma mulher. E a escolha pela Luciana não é só pela pauta feminista, como também pelas pautas importantes que ela tem para a cidade.”

A vida político-partidária de Luciana começou este ano, apesar de ter tido contatos anteriores com Freixo em eventos e audiências públicas — além do magistério, ela já atuou na militância sindical e foi vice-presidente do Conselho Penitenciário do estado. Em março deste ano, se filiou ao Psol. “Considerava um momento político importante, e sempre me identifiquei com o partido”, explica.

Luciana BoiteuxMídia Ninja

Entre as afinidades com Freixo, há também questões menos políticas — mas não menos discutíveis — do Rio de Janeiro. Rubro-negra e mangueirense, tem como preferências musicais o samba e a MPB. Aparece, inclusive, cantando o jingle da campanha ao lado de Caetano Veloso, Chico Buarque e outros nomes da música brasileira. “Fiz aula de canto”, diz.

Nascida no Rio Comprido, Zona Norte, Luciana cresceu em Botafogo, na Zona Sul, e estudou no Colégio Santo Inácio, um dos mais tradicionais da cidade. Antes de ingressar na faculdade de Direito da Uerj, o interesse era na área de formação do hoje companheiro de chapa: História. Filha de professora, também queria dar aulas. A mudança para a graduação que veio a cursar surgiu do interesse pela área criminal. Nada que prejudicasse o sonho, hoje realizado, de lecionar.

Quando estagiou em um escritório de advocacia criminal, viu de perto casos que envolviam Direitos Humanos. Germinou o interesse. Mestre em Direito da Cidade pela Uerj e Doutora em Direito Penal pela USP, ela indica que, caso eleita, vai atuar de modo abrangente na prefeitura, e não como conselheira de uma área específica. “Existem muitos temas essenciais: a Saúde, o direito das mulheres, a segurança pública. Outro debate necessário é o da auditoria de contratos”, aponta a candidata a vice.

Reportagem do estagiário Caio Sartori

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