Faixas e cartazes abrem nova polêmica no Colégio Pedro II

Pais de alunos reclamam do uso de unidade de São Cristóvão por movimentos populares e chegam a falar de ocupação pelo MST

Por O Dia

Rio - Após a liberação do uso de saias entre os meninos e dos conflitos gerados por faixas de ‘Fora Temer’, um vídeo trouxe novas preocupações para alguns pais de alunos do Colégio Pedro II (CP II). Gravadas na unidade II de São Cristóvão sexta-feira, as imagens mostram faixas com frases em defesa do ‘proletariado’, do ‘marxismo’ e da ‘revolução do povo’ no pátio de entrada do colégio e no estacionamento. “Uma escola não pode se posicionar dessa forma”, pontuou o pai de um aluno de 12 anos do CP II, que não se identificou. O reitor, no entanto, em nota, diz que os cartazes faziam parte de um seminário de responsabilidade de um grupo de estudos ligado à UFF, UNIR e UFPE e que o colégio só cedeu o teatro.

Um vídeo com imagens das faixas colocadas na escola na última sexta-feira causou reação de mais paisDivulgação

No vídeo, o homem que faz o registro com o celular afirma que o local “é um acampamento sem terra” e logo em seguida é abordado por um grupo de pessoas que tenta impedir, de forma grosseira, a filmagem dentro da escola e o homem se retira. O reitor, Oscar Hallac, explica que, apesar de ser pai de aluno, o homem entrou sem autorização em um evento particular sediado na escola e sinaliza como ‘absurdo’ o homem falar de um acampamento do Movimento Sem Terra dentro da escola.

Um pai, que preferiu não se identificar, diz que a escola tem passado dos limites. “Se é um evento particular não deveria expor faixas na entrada da escola, imagina se fosse algo que tratasse a sexualidade?”, pontua.

Segundo nota da reitoria, o seminário era de responsabilidade do Grupo de Investigação sobre Subdesenvolvimento e Atraso Social. A equipe do DIA tentou contato com professores do grupo, mas não obteve retorno.As faixas já foram retiradas.

Sindicato intimado

A diretoria do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II, que colocou faixas ‘Fora Temer’ em unidades do colégio, no dia 31 de agosto, foi intimada pelo Ministério Público Federal (MPF) a depor hoje, na sede da Procuradoria da República no Rio.

Uma das professoras que recebeu a intimação, Magda Furtado explica que a manifestação foi válida, uma vez que foi apartidária e aprovada em assembleia pelo sindicato. “Essa posição do MPF é uma tentativa de intimidação e perseguição por conta dessa nova ideologia da ‘escola sem partido”, afirma.

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