Por adriano.araujo

Rio - O candidato à prefeitura do Rio, Marcelo Crivella (PRB), se posicionou sobre a reportagem publicada pela revista Veja deste sábado, que estampa uma foto dele fichado na polícia, há 26 anos. Segundo a matéria, ele ficou preso na 9ª DP (Catete) depois de tentar retirar invasores de um terreno da Igreja Universal. Ele nega a prisão.

"Vou esclarecer: nunca fui preso. O que ocorreu é que 26 anos atrás, como engenheiro, eu fui chamado para fazer a inspeção da estrutura de um muro que tinha o risco de cair e machucar as pessoas. O terreno era da Igreja Universal, mas estava invadido. Os invasores não deixaram eu entrar. Deu uma confusão danada, foi todo mundo para a delegacia. Lá, o delegado resolveu identificar a todos. Por isso, essa foto que você viu na capa", disse, em vídeo publicado em sua página no Facebook.

Foto de Crivella fichado%3A Candidato à prefeitura nega prisãoReprodução / Revista Veja

Na reportagem, é revelado que o inquérito sobre o caso sumiu e não constava nos arquivos da Polícia Civil. O próprio candidato tinha o conteúdo e cedou à revista. O número do inquérito e a ficha policial só reapareceram há seis meses. O motivo do material sumir não foi revelado.

Na época, com 32 anos, Crivella era pastor da Universal. O caso foi arquivado um ano depois do ocorrido e todo o conteúdo, inclusive a foto, dado a Crivella. O inquérito também aponta que o candidado à prefeitura chegou com homens armados no terreno, o que ele nega.

"Não deu processo, nada, absolutamente nada. Pelo contrário. Eu que iniciei um processo contra ele por abuso de autoridade. Eu repito, nunca fui preso. Nunca respondi nenhum processo e posso provar com todas as certidões que apresentei no momento em que me inscrevi para ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Fiquem tranquilos, eu sou 'ficha limpa'. Grande abraço, muito obrigado", conclui.

Você pode gostar