Informe: PMDB quer comandar duas secretarias no governo de Crivella

Desde que foi eleito, futuro prefeito ainda não procurou os peemedebistas para tratar do assunto

Por O Dia

Rio - Maior bancada da Câmara Municipal, com dez vereadores, o PMDB quer comandar duas secretarias no governo de Marcelo Crivella (PRB). Ocorre que, desde que foi eleito, o futuro prefeito ainda não procurou os peemedebistas para tratar do assunto. A demora tem irritado os parlamentares, que esperam chefiar uma secretaria robusta e outra de menor expressão.

“Campanha é campanha, governo é governo. Não é porque parte da bancada apoiou o Crivella durante a eleição que irá apoiá-lo no governo”, diz um peemedebista.

Nomes

Os vereadores cotados para assumir pastas na gestão Crivella são Rosa Fernandes e Rafael de Freitas. A primeira ficaria com a cobiçada Secretaria de Conservação; o segundo, com a de Envelhecimento Ativo.

Impeachment?

No dia em que Crivella foi eleito, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), deu uma declaração enigmática ao sugerir que o futuro prefeito não abrisse mão do diálogo: “Onde falta diálogo, há catástrofe. É só observar o desentendimento da ex-presidente da República com o ex-presidente da Câmara dos Deputados.”

Foi-se o tempo

Artifício outrora usado por Eduardo Paes, a nomeação para subprefeituras não enche mais os olhos dos vereadores. Avaliam que não haverá dinheiro para obras.

Sinuca

Resta saber como Crivella vai fazer para abrigar aliados e, ao mesmo tempo, reduzir secretarias como prometeu. E se ele abrirá espaço para o PMDB, que tanto criticou na campanha.

Operação Chequinho

Aliados de Anthony Garotinho (PR) já haviam o alertado, semana passada, sobre a possibilidade de prisão. O ex-governador reagiu com ironia: “Vão me prender por matar a fome das pessoas?”

Indócil

Momentos antes de a prisão do pai ser noticiada, Clarissa Garotinho (PR) não desgrudava do celular. Entrava e saía da sala de reuniões do Palácio Guanabara, onde estava reunida com o governador Pezão e com outros deputados federais para discutir a crise do estado.

Críticas

Era espécie de consenso na Assembleia Legislativa ontem que a prisão de Garotinho fora “arbitrária”. Nos bastidores, até mesmo desafetos do ex-governador criticaram a medida. Já o ex-presidente da OAB-RJ Wadih Damous (PT) disse que “o padrão curitibano foi adotado como paradigma”.

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