Por gabriela.mattos

Rio - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um pedido nesta segunda-feira para que a Justiça Federal determine a desocupação das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o auxílio de força policial. Os alunos protestam desde o início do mês contra a PEC 55 (antiga 241) que congelará os gastos públicos por 20 anos.

O argumento do MPF cita como exemplo as acusações de violência na Universidade Federal do Paraná (UFPR). “É bastante provável que situações deste tipo também ocorram na UFRJ. Antes que uma tragédia ocorra, deve o Juízo adotar medida preventiva para que o ilícito não se consume”, afirmou o procurador da República Fábio Moraes de Aragão, autor da ação.

Mas o pedido do MPF não assustou os integrantes do movimento estudantil. Também nesta segunda-feira, a Justiça negou um pedido similar de desocupação do Colégio Pedro II. De acordo com o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata da UFRJ, Raphael Almeida, de 23 anos, os manifestantes resistem.  

Três unidades da UFRJ estão ocupadasReprodução Facebook

“Nossa linha não é desocupar. Estamos mantendo um contato direto com a Reitoria e o Conselho Universitário, o órgão máximo da Universidade, já aprovou nota contra a PEC 241. Uma série de professores está entrando em contato com a gente demonstrando apoio”, disse.

O MPF argumentou ainda que a ocupação causa aos alunos da UFRJ uma “lesão diária em seus direitos pelo comportamento de uma minoria violenta arbitrária”. Porém, Almeida, estudante de História, ressalta que o movimento é pacífico e não afetou o funcionamento da Universidade.

“Eu mesmo tenho uma prova agora. Estamos fazendo mobilização, roda de conversa, panfletagem. A ocupação sobrevive com a doação de estudantes, muita gente está apoiando. O que eles colocaram não é verídico”, declarou.

?Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

Você pode gostar