Informe: Vereadores estão inconformados com a 'falta de diálogo' de Crivella

Bancada do PMDB, a maior da Casa, ainda não foi procurada após eleição

Por O Dia

Rio - Vereadores que apoiaram Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno estão inconformados com o que chamam de “falta de diálogo” do prefeito eleito. Dizem que, se a situação continuar como está, ele enfrentará uma Câmara Municipal hostil em seu mandato. A bancada do PMDB — maior da Casa, com 10 parlamentares — ainda não foi procurada após a eleição. O grupo pleiteia ao menos uma secretaria.

Já o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que pretende disputar o governo estadual em 2018, é contra a participação de seu partido na gestão de Crivella. O PRB também pretende lançar candidato ao Palácio Guanabara.

Interlocutor

Anunciado por Crivella para a Secretaria de Saúde, Carlos Eduardo (SD) participa da transição de governo e se mantém alheio às negociações na Câmara. Recém-filiado ao PRB, o interlocutor Jorge Braz tem desagradado a gregos e troianos.

Conselheiro Crivella

Em conversa particular com Paes, Crivella deu o mesmo conselho que dera ao então candidato Pedro Paulo Carvalho num debate na TV: deixar o PMDB.

Lavagem de dinheiro

Durante a campanha, o prefeito eleito de Petrópolis, Bernardo Rossi (PMDB), criticou o adversário Rubens Bomtempo (PSB) por não ter concedido isenções fiscais à Creações Opção: empresa agora acusada pelo Ministério Público de lavagem de dinheiro em esquema que envolveria Sérgio Cabral.

Silêncio quebrado

Filho de Cabral, o secretário estadual de Esportes, Marco Antônio, que mora com a mãe e os irmãos, na Lagoa, tem passado mais tempo com a família após a prisão do pai. À exceção do dia em que houve a prisão, tem despachado normalmente na secretaria. Ontem, usou as redes sociais para se pronunciar pela primeira vez sobre o episódio. Agradeceu “a todos aqueles que conhecem e confiam no trabalho” do pai.

Fim do triênio

Presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB) diz que só não bota a proposta do fim do triênio em pauta por conta da liminar da Justiça que suspende a votação. “Temos que discutir todas as propostas do governo, sem exceção.” Ao tratar do pacote com colegas de parlamento, ele tem apelado para o emocional: “É bem mais fácil querer ser aplaudido do que criticado. Mas temos que ter ciência do nosso papel.”

Ano novo, gasto velho

O orçamento da prefeitura para o ano que vem chamou a atenção do vereador Célio Lupparelli (DEM). É que está previsto gasto de R$ 2,1 milhões com a... Rio 2016.

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