Por rafael.nascimento

Rio - A chacina de Costa Barros, em que cinco jovens foram mortos dentro de um carro após serem atingidos por mais de 100 tiros disparados por policiais militares, completa um ano nesta segunda-feira.

Cerca de 50 pessoas, entre amigos e parentes, protestam em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, no Centro, e cobram que os militares sejam julgados imediatamente. Até agora a Justiça ainda não julgou os quatro PMs envolvidos no crime. Os militares estão presos em Niterói, mas não foram afastados de suas funções na Polícia Militar. 

Familiares das vítimas pedem que a Justiça julgue%2C imediatamente%2C os quatro PMs envolvidos na morte dos seis jovens Luisa Sansão / Agência O Dia

Em 28 de novembro de 2015, Roberto de Souza Penha, de 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16, Cleiton Corrêa de Souza, de 18, Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20, e Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, haviam passado o dia no Parque de Madureira, na Zona Norte da cidade, comemorando o primeiro salário de Roberto. Na volta para casa, foram confundidos com bandidos pelos PMs, que procuravam um grupo que teria roubado um caminhão momentos antes.

O veículo em que as vítimas estavam foi alvejado quando passava pela Estrada João Paulo. Os policiais Antônio Carlos Gonçalves Filho, Fábio Pizza Oliveira da Silva, Thiago Resende Viana Barbosa e Márcio Darcy Alves dos Santos chegaram a afirmar em depoimento que trocaram tiros com os jovens, mas a perícia descartou a versão dada pelos militares. Ainda de acordo com a perícia, não foi encontrado indícios de disparos feitos do interior do carro.

Mais de 100 tiros atingiu o carro em que os jovens estavam Severino Silva / Agência O Dia

Os policiais foram presos no dia seguinte ao crime. Em junho deste ano, os acusados foram soltos por conta de uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STF). Em agosto, a pedido do Ministério Público estadual (MPE), os quatro PMs voltaram à cadeia, em unidade prisional da PM, em Niterói. Os advogados dos policiais já entraram com mais de 27 habeas corpus pedindo a soltura do grupo. Todos negados. 

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