Rio - O prazo inicial para que a Polícia Federal concluísse as investigações sobre Sérgio Cabral, por conta da prisão preventiva do acusado, dia 17, venceu anteontem. Mas, devido à “grande quantidade de material apreendido” na casa e no escritório do ex-governador e da “complexidade” da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro concedeu mais 15 dias para que a apuração seja finalizada — até o dia 16.
Em despacho publicado ontem no site da Justiça Federal de Curitiba, Moro afirma que “não haverá nova prorrogação, e é desejável que não seja utilizado todo o prazo, dada a proximidade do recesso judicial (que começa dia 20)”.
Prazos
Após o término da investigação, o Ministério Público tem no máximo cinco dias para elaborar a denúncia e oferecê-la à Justiça. Mas Cabral deve continuar preso preventivamente.
Sem maus tratos
No despacho, Moro dispensa a apresentação de Cabral à Justiça. Diz não haver indícios de que o ex-governador tenha sofrido mau trato na cadeia.
Sem luz no fim do túnel
Por conta da falta de pagamento, a Light cortou a luz do prédio da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), em São Cristóvão.
Empréstimos
A aliados, o prefeito eleito, Marcelo Crivella (PRB), diz estar preocupado com a quantidade de empréstimos obtidos na gestão de Eduardo Paes e que terão que ser pagos pela prefeitura nos próximos anos.
Processo a jato
A Justiça é lenta, mas há exceções. Uma ação movida pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Zveiter, chegou ao 3º Juizado Especial Cível em setembro e foi julgada em outubro. Zveiter teve direito de receber indenização de R$ 21,4 mil da American Airlines por dano moral e material por conta de problema num voo dos EUA para o Brasil.
O problema
Devido à falta de assentos na primeira classe, como havia comprado, Zveiter se recusou a embarcar na aeronave. Em outro voo, no dia seguinte, teve que pernoitar em São Paulo antes de vir para o Rio. Zveiter concorre, mais uma vez, à presidência do TJ-RJ.
Tribunal da educação
O estado criará a Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (Casc) para conciliar litígios na área do ensino público e evitar a sobrecarga do Judiciário — principalmente casos referentes ao reconhecimento de diplomas. A iniciativa é do secretário de Educação, Wagner Victer, do procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, e do defensor público-geral, André Castro.