Por gabriela.mattos
Rio - Mudança. Essa é uma palavra que dá calafrios em muita gente. Poucos são os que se sentem entusiasmados pelo que pode significar. Mas é fácil entender isso! É sempre mais cômodo as coisas permanecerem como estão, não é? Porque, fora raríssimos casos, não temos o que temer, já que, pelo hábito, tudo fica mais ou menos sob o nosso controle. No entanto, será que viver assim é saudável?
Mudar faz parte do desenvolvimento humano. Todos nós passamos por transformações físicas, psicológicas e emocionais, naturalmente. Mas é importante ter diante dos olhos a convicção de que, em determinados momentos, o desejo por mudança pode ser bastante significativo para a nossa caminhada.
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E há um tipo de mudança que é tão profunda que só Deus pode realizar em nós: a metanoia, a mudança de mentalidade — aquela que nos faz ver as coisas sob outro prisma, o da fé, o de quem é convertido, ou seja, alguém que voltou o seu olhar para o Senhor fazendo dEle o centro da sua vida. Essa foi a conversão que João Batista pregou, no deserto, conforme narra o evangelho deste domingo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo (...) Produzi frutos que provem a vossa conversão.” (Mt 3, 2; 8)
Este tempo litúrgico do Advento, em que nos preparamos para a vinda de Jesus, é o momento oportuno para nos abrirmos à ação de Deus no mais profundo do nosso ser. A Ele devemos pedir a graça de um coração realmente convertido aos princípios cristãos, que testemunhe a todos os frutos dessa vivência da fé.
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Advento é tempo de grandes graças para todos aqueles que se abrem à novidade da mudança interior a que o Senhor os convida. Você aceita esse convite?