Pokémon, chefe do tráfico da Vila Vintém, é preso em shopping no Recreio

Homem era procurado desde 2009, quando saiu da prisão para trabalhar e não voltou mais para o presídio

Por O Dia

Rio -  Apontado pela polícia como gerente do tráfico de drogas na Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste, o traficante Arilson Rezende dos Santos, conhecido como Pokémon, de 42 anos, foi preso nesta quinta-feira por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), com o apoio da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP). Ele estava em uma clínica de endoscopia com a esposa, no Shopping Barra World, no Recreio dos Bandeirantes. Ele não reagiu à abordagem policial.

“A prisão de Arilson foi de grande valia para a sociedade, visto que ele, traficante que atuava na comunidade da Vila do Vintém, foi, durante muito tempo, o responsável pelo controle da comunidade recebendo e repassando as ordens oriundas de Celso Luiz Rodrigues (o Celsinho da Vila Vintém, que cumpre pena em Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná), chefe do tráfico naquela região. A prisão foi fundamental para a diminuição e fragilização do poder do tráfico naquela região”, disse o superintendente de Inteligência da Seap, Alex da Costa Vieira.

Pokémon era procurado desde 2009%2C quando saiu da prisão para trabalhar e não voltou mais para o presídioDivulgação

Pokémon foi encaminhado para a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde foi cumprido contra ele um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP). O criminoso, que é ligado à facção Amigos dos Amigos (ADA), já havia ficado preso de 1999 a 2004. Dois anos depois de ganhar liberdade, ele voltou para a cadeia, onde permaneceu até 2009, quando recebeu o benefício do regime semiaberto e não voltou mais para o Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, em Niterói. Desde então, era considerado foragido.

Tráfico, roubo e associação

Pokémon tem mais de cinco anotações criminais por tráfico, roubo e associação ao tráfico de drogas. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferecia uma recompensa R$ 1 mil por pistas que levassem à prisão dele.


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