Quatro suspeitos são baleados em um dos acessos ao Morro dos Prazeres

Batalhão de Choque (BPChq) faz uma operação na região por conta do assassinato do turista italiano Roberto Bardella nesta quinta-feira

Por O Dia

Rio - Bandidos trocaram tiros com policiais nesta sexta-feira na localidade Coro Come, no Fallet, em um dos acessos ao Morro dos Prazeres, próximo ao local onde turistas italianos foram atacados na manhã desta quinta-feira, em Santa Tereza. Quatro suspeitos foram baleados e levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, segundo a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa/ Fallet/ Fogueteiro. De acordo com informações iniciais, a Divisão de Homicídios (DH) assumiu o caso. 

As comunidades de mesma facção são muito próximas. Segundo a UPP, o confronto ocorreu em um trecho da Rua Almirante Alexandrino, a menos de 500 metros de uma das entradas do Prazeres. Nesta sexta-feira, a comunidade amanheceu com policiamento reforçado por conta do assassinato. O Batalhão de Choque (BPChq) faz uma operação na região.

Turistas italianos Roberto Bardella e Rino Polato viajam em motocicletas e entraram por engano no Morro dos Prazeres Reprodução Facebook

A Justiça do Rio autorizou nesta sexta-feira a prisão temporária de seis suspeitos e a apreensão cautelar de um adolescente pelo assassinato de Roberto Bardella, de 52 anos. As prisões foram representadas pelo delegado André Leiras, da Divisão de Homicídios (DH) da capital, e deferidas pelo Plantão Judiciário. Os sete foram identificados pelo primo da vítima, Rino Polato, de 59, que ficou refém dos criminosos. Segundo a Polícia Civil não serão divulgados os nomes dos envolvidos para não atrapalhar as investigações.

Os decretos de prisão foram expedidos pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, que destacou que o crime mostra como os cariocas estão vulneráveis à violência e mancha ainda mais a imagem da cidade e do Brasil. "Em verdade, o hediondo episódio maculou, ainda mais, o nome e a fama desta sofrida cidade do Rio de Janeiro e, por via de consequência, de todo o Brasil, que ostenta alarmantes índices de criminalidade urbana. Como cidadã e como magistrada que sou, tristemente declaro que me envergonho a cada nova ocorrência similar", emitiu a juíza em parecer.

Roberto e Rino eram motociclistas e faziam uma viagem pela América Latina. Como no capacete de Roberto havia uma câmera acoplada, o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios (DH), diz que ele foi confundido com um policial pelos criminosos armados. Ele desobedeceu a ordem de parar a moto e foi baleado na cabeça e no braço, morrendo na hora.

Rino se salvou ao parar a moto, erguer os braços e retirar o capacete. Ele só foi liberado quando os bandidos perceberam que eram turistas e que seu capacete era diferente do outro. Mesmo assim, foi feito refém por duas horas e ficou traumatizado.



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