OAB suspende registro de Adriana Ancelmo

Punição é por 90 dias. Defesa da ex-primeira-dama pediu transferência dela de Bangu para uma sala de Estado Maior ou prisão domiciliar, mas Justiça negou

Por O Dia

Adriana Ancelmo foi fotografada com uniforme da Secretaria de Administração PenitenciáriaDivulgação

Rio - A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ) suspendeu o registro da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. A advogada e mulher do ex-governador Sérgio Cabral está presa no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, desde a terça-feira da semana passada, acusada de participação no esquema de corrupção que desviou R$ 224 milhões em obras públicas do estado.

Em nota, a instituição informou que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED), da OAB-RJ, decidiu na sessão desta segunda-feira, por unanimidade, suspender preventivamente a inscrição da advogada. Com a decisão, Adriana Ancelmo perde provisoriamente o vínculo profissional por 90 dias. Neste período, ela não pode exercer a profissão mas ainda não perde a carteira da OAB, que dá o direito a ficar em uma sala de Estado Maior, ao invés de cela. A advogada só pode perder a carteira após o processo ser transitado em julgado. O processo no TED foi aberto, na semana passada, para apurar as denúncias contra a profissional. Entre as suspeitas dos procuradores, está a de que Adriana Ancelmo usava seu escritório de advocacia para lavagem de dinheiro.

Adriana sofreu nesta segunda-feira nova derrota judicial que pleiteava a sua saída do Complexo de Gericinó para casa. O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, não aceitou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da ré. Os advogados alegaram que o estatuto da Ordem garante sala de Estado-Maior e, na sua falta, prisão domiciliar. Na decisão, o juiz federal sustentou que como o estatuto não define como seria uma sala de Estado Maior, basta que o advogado seja recolhido em instalações com comodidades dignas. “Tendo em vista que a requerente se encontra recolhida em local que atende aos requisitos exigidos (...), indefiro o pedido e mantenho a prisão preventiva”, escreveu o magistrado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Cabral é acusado de chefiar um esquema que cobrava propinas de empresas para a execução de grandes obras no estado, como o Maracanã e o Arco Metropolitano. O ex-governador foi transferido do Complexo de Gericinó para a carceragem da Polícia federal, em Curitiba, no sábado.

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