PM faz varredura em comunidades de Santa Teresa em busca de traficantes

Entre os denunciados estão suspeitos do assassinato do turista italiano Roberto Bardella, na última semana, e de balearem um policial militar

Por O Dia

Rio - Traficantes que atuam em comunidades de Santa Teresa, no Centro, são alvo na manhã desta sexta-feira de uma operação da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A prisão preventiva de 26 acusados foi requerida e são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão. Entre os denunciados estão suspeitos do assassinato do turista italiano Roberto Bardella, na última semana, e de balearem um policial militar.

Por conta da operação, cerca de oito mil alunos estão sem aula na manhã desta sexta na região, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Três creches, e três Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI) estão sem atendimento. Já as escolas estaduais funcionam normalmente, segundo a pasta.  A varredura é feita com o apoio de todas as Unidades do Comando de Operações Especiais (COE) - Bope, BPChq, BAC e GAM e as Unidades de Polícia Pacificadora Prazeres/Escondidinho e Fallet/Fogueteiro.

Bruno Gonçalves Campos Ferreira, conhecido como Maguila, e Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, são procurados por envolvimento no assassinato do turista. Matheus Armond Ribeiro, o Matheuzinho, e Queven da Silva e Silva, o NT du Final, são alvo da polícia suspeitos de balearem um policial militar lotado no Grupamento de Intervenção Tática das UPPs (GIT).

Entre os 26 denunciados, o único que está preso é o líder do tráfico nas comunidades Morro dos Prazeres, Marcelo da Silva Guilherme, conhecido como Marcelinho dos Prazeres.

Traficantes das comunidades Prazeres e Escondidinho sempre recebem reforço das vizinhas Fallet e Fogueteiro, que são da mesma facção criminosa, onde também são cumpridos mandados de prisão.

Através de agentes das UPPs das comunidades dos Prazeres/Escondidinho/Julio Otoni/Coroado, a polícia obteve imagens dos acusados em operações em bocas de fuma, apreensões de drogas, patrulhamentos de rotina, entre outros, e fez perícia para identificar os indivíduos.

A denúncia apresentada pela integração entre a Coordenadoria de Inteligência (CI) da PM e o Gaeco aponta que, entre os meses de março e maio deste ano, ataques simultâneos contra a sede administrativa da UPP e as guarnições baseadas nas localidades conhecidas como quadra da Barreira e Praça Doce Mel só cessaram com a chegada do Bope no local.

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