Sindicato pedirá reforço da PM em hospitais após médico colombiano ser baleado

Profissional foi baleado em tentativa de assalto quando chegava para aula de pós-graduação na madrugada desta terça no Hospital Carlos Chagas

Por O Dia

Rio - O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, afirmou que irá solicitar ao comando da Polícia Militar uma reunião para pedir, novamente, mais policiamento nos horários de troca de plantões nas unidades. Na madrugada desta terça-feira, o médico colombiano Luis Alejandro Vargas, de 26 anos, foi baleado no antebraço direito após resistir a um assalto. O profissional de saúde chegava para uma aula no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, quando foi abordado por um homem armado que exigiu as chaves do carro — modelo Ford Ka — que ele acabara de estacionar.

“É o horário mais vulnerável. Além disso, esse é só um tipo de violência. Há as praticadas dentro do próprio hospital, com agressões verbais ou físicas de pacientes que não ficam satisfeitos com o atendimento”, disse Darze.

Câmeras filmaram o assalto, que durou menos de um minuto. Na ação, Vargas lutou com o assaltante que fez o disparo, pegou as chaves e levou o veículo. O médico chegou a correr atrás do assaltante, mas desistiu ao ser ameçado de novo com a pistola apontada na sua direção.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Vargas foi atendido na unidade e liberado. Ele não é médico do hospital, mas participa de aulas práticas de pós-graduação em cirurgia-geral como observador há 10 meses.

Um funcionário da unidade afirmou que assaltos têm sido frequentes na região. “Este não é o primeiro assalto nesse mês. Principalmente à noite ou de madrugada, ninguém costuma caminhar aqui por perto. É perigoso. Eu mesmo tenho que sair 6h, mas espero até as 8h por precaução”, disse um servidor, que pediu para não ser identificado.

Outros crimes

Darze lembrou de crimes recentes praticados contra profissionais de saúde. “Teve a invasão para o resgate do traficante Fat Family, no Souza Aguiar. Não tinha segurança. Uma pediatra foi morta, próximo ao Getúlio Vargas, ao sair de plantão. Há vários casos de assaltos também”, afirmou.

O presidente do sindicato afirmou que a violência contribui para o aumento de taxas de síndrome de estresse pós-traumático entre os profissionais. “Temos cerca de dez registros por dia de violência contra a classe. A taxa de suicídio também é alta por causa desse tipo de estresse”, contou ele.

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