Viúva da Mega-Sena não sai de presídio por falta de tornozeleira

Advogado da viúva, Jackson Rodrigues, vai entrar com pedido nesta quinta-feira para que ela saia da cadeia mesmo sem o uso do equipamento

Por O Dia

Viúva da Mega-Sena teve prisão revogada, mas ainda não conseguiu deixar a cadeiaDivulgação

Rio - Após ter a prisão revogada pela Justiça, Adriana Almeida, a viúva da Mega-Sena, ainda não conseguiu sair da cadeia. No dia seguinte à decisão judicial, não saiu por problemas burocráticos. Mas nesta quarta-feira, continuou no Complexo de Gericinó, em Bangu, por falta de tornozeleira eletrônica para que seja monitorada quando for para a casa.

Aprovada, a lei que estabelece que o detento possa comprar a tornozeleira para sair da cadeia não foi aplicada. Portanto, a acusada da morte de René Senna, que foi condenada a 20 anos de prisão, mas pode recorrer em liberdade, não está se beneficiando da legislação. O fornecedor da tornozeleira, que não recebe desde agosto, também não tem como fornecer o equipamento.

O advogado da viúva, Jackson Rodrigues, vai entrar com pedido nesta quinta-feira para que ela saia da cadeia mesmo sem o uso da tornozeleira eletrônica. A alegação da defesa de Adriana é que ela tem endereço fixo e que não oferece risco de fuga. O Ministério Público analisa a possibilidade de recorrer da decisão.

Só salsicha na cadeia

Empresas de alimentos ameaçam interromper o fornecimento de refeições em presídios do Estado do Rio, caso não recebam rapidamente parcela em atraso. Desde segunda-feira, as refeições estão restritas a salsicha, arroz, feijão. Policiais presos, na Penitenciária Vieira Ferreira Neto, em Niterói, aguardando julgamento, também só têm comido macarrão com salsicha. Caso não haja pagamento, nesta quinta-feira a refeição será ainda menor.

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