Corpo de embaixador grego assassinado na Baixada segue para Atenas nesta terça

Homenagens do Governo Brasileiro foram realizadas na Base Aérea do Galeão. Ritual realizado seguiu a liturgia cristã grega ortodoxa

Por O Dia

Rio - O corpo do embaixador grego Kyriakos Amiridis, assassinado em Nova Iguaçu, na Baixada, seguirá para o seu país de origem nesta terça-feira. Antes da partida, às 11h, homenagens póstumas serão prestadas pelo Governo Brasileiro na Base Aérea do Galeão. 

O ritual realizado seguiu a liturgia cristã grega ortodoxa e foi restrito a familiares do homenageado e autoridades federais e estaduais. Como previsto em cerimônias fúnebres de chefes de missão estrangeira, foram prestadas honras militares ao diplomata.

Mulher do embaixador grego está presa no Complexo Penitenciário de Bangu, por suposta participação no assassinato do maridoReprodução Internet

O embaixador da Grécia em Buenos Aires, Dimitrios Zevelakis, esteve presente na cerimônia representando o governo grego. O subsecretário geral do Itamaraty, José Antônio Marcondes de Carvalho, representou o presidente Michel Temer, que está em Portugal.

Em nome do governo brasileiro, Marcondes prestou condolências aos familiares de Amiridis e destacou a contribuição do embaixador para o fortalecimento da relação diplomática Brasil – Grécia. Na próxima quinta-feira, está prevista outra cerimônia religiosa em homenagem ao diplomata, na Catedral de Brasília. O sepultamento de Kyriakos Amiridis será realizado na Grécia.

Amiridis foi morto pelo policial militar Sérgio Gomes, de 29 anos, amante de sua mulher, a embaixatriz Françoise Oliveira, de 40 anoss. O sobrinho do policial, Eduardo Tedeschi, 24, também participou do crime. Os três estão presos preventivamente pelo crime, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Em seu depoimento, o policial diz que Amiridis pegou uma arma e o ameaçou quando ele pediu para que o diplomata não agredisse mais a mulher, apontada como sua amante. Houve uma luta corporal e o embaixador foi morto por estrangulamento.  O corpo foi encontrado, dias depois, carbonizado dentro do seu próprio carro em uma encosta do Arco Metropolitano. Resultados do DNA e da arcada dentária comprovaram se tratar do corpo do diplomata.