Manifestantes fazem ato contra precarização da Uerj e do Hospital Pedro Ernesto

Instituição está paralisada parcialmente desde o ano passado e inicia greve a partir desta segunda-feira. Reitor ameaçou em carta fechar universidade

Por O Dia

Rio - Professores, servidores, alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro participam nesta quinta-feira de um protesto contra a falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

Manifestação de alunos%2C ex-alunos e funcionários da UERJ e Hospital Universitário Pedro ErnestoClever Felix/Parceiro/Agência O Dia


Os manifestantes se reuniram na porta do hospital, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. De lá, iniciaram uma caminhada em direção ao campus principal da Uerj. Sem recursos de custeio desde agosto e com pesquisas paralisadas pela falta de repasses, a Uerj também sofre com redução de leitos no Hupe. Dos mais de 500, apenas 92 estão disponíveis para pacientes, o que tem prejudicado aulas práticas e o atendimento à comunidade.

Na última terça-feira, o reitor da instituição, Ruy Garcia Marques, divulgou uma carta enviada ao governo em que afirma que o estado está "forçando o fechamento da universidade".

Marques destaca a situação precária de funcionamento da universidade após os atrasos em pagamentos e repasses de verbas. Os salários dos professores e técnicos, além do pagamento a alunos bolsistas, estão atrasados desde novembro. O reitor afirma que "desprezar o ensino superior, a pós-graduação e a pesquisa é apostar na miséria, na violência e num futuro sem perspectivas positivas”. O reitor diz ainda que “forçar o fechamento da Uerj é não pensar no futuro de nosso estado e de nosso país”.

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