Servidores apresentam novo pedido de impeachment de Pezão à Alerj

Categorias fazem denúncia por crime de responsabilidade

Por O Dia

Rio - Servidores de diversas categorias vão protocolar hoje, na Alerj, novo pedido de impeachment do governador Luiz Fernando Pezão e do vice-governador, Francisco Dornelles, por crime de responsabilidade. O documento tem cerca de 200 páginas.

Assinam o pedido representantes de entidades de diversas categorias, como o Sind-Justiça, Abmerj (Associação dos Bombeiros Militares do Rio), Sind-Degase, Associação dos Servidores da Defensoria Pública, Sindpfaetec. As entidades integram o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe).

Servidores protestaram contra atrasos no salário com a 'Ceia da Miséria', em dezembroCLEVER FELIX/AGÊNCIA O DIA/23.12.2016

Segundo os servidores, o pedido tem como base vasta documentação reunida por categorias até das áreas do planejamento do governo. "O funcionalismo tem fiscalizado os gastos de recursos estaduais e, no que se relaciona aos denunciados (Pezão e Dornelles), houve desvios de conduta, como a prática de vários ilícitos penais e administrativos", disse o presidente da ABMERJ, Mesac Eflain, que é um dos líderes do Muspe.

"Essa denúncia tem por objetivo a retomada do exercício de cidadania, tendo como base o respeito pelo povo fluminense, o combate a corrupção, a devolução da dignidade aos servidores estaduais, a retomada do crescimento econômico, com segurança pública e com direito à vida", acrescentou Mesac.

Os servidores farão manifestação às 11h em frente ao Ministério Público do Rio. Em seguida, levarão o pedido de impeachment à Alerj. Quando tiverem o protocolo de entrega, pretendem voltar ao MPRJ para pedir que o órgão fiscalize e acompanhe o andamento do pedido na Assembleia.

Depois, eles pretendem ainda fazer um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). O Muspe critica a atuação do Judiciário frente aos julgamentos de greves de diversas categorias.

Em 2016, dois pedidos de impeachment de Pezão haviam sido entregues ao Legislativo. O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), rejeitou o andamento das denúncias argumentando que perderam o objeto.

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