Por clarissa.sardenberg

Rio - O tão falado espaço público nos moldes do Parque Madureira que será construído na Zona Oeste já tem local definido: Realengo. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, que não revelou mais detalhes do projeto.

Segundo ele, informações mais específicas serão dadas pelo prefeito Marcelo Crivella. No período eleitoral, ano passado, o novo chefe do Executivo chegou a dizer que o parque seria “na divisa entre Bangu e Campo Grande”, provocando piadas na internet. Existem vários bairros entre os dois mencionados por Crivella — Realengo, o local definido, não é um deles.

Obras paralisadas

No primeiro encontro com a imprensa após assumir o cargo de secretário, Indio disse que 93 obras, de um total de 185 previstas, estão suspensas. Elas representam R$ 2,1 bilhões dos R$ 6,5 bilhões estimados.

A maioria delas é de pavimentação e contenção de encostas, além da TransBrasil, que pretende facilitar a locomoção de moradores da Zona Oeste e Baixada Fluminense para o Centro do Rio.

Obras do BRT Transbrasil%2C que deveriam ter sido retomadas em setembro%2C ainda estão paralisadasReprodução

Indio disse que apenas 47% das obras daquele corredor foram executadas, sendo que o valor pago pela prefeitura teria sido de 53% do total (R$ 1,4 bilhão).

O Consórcio TransBrasil também pediu, à nova gestão, um reajuste de R$ 45 milhões para continuar a construção, além de R$ 40 milhões em novos materiais. A secretaria vai se reunir com o consórcio para avaliar a situação, já que o prefeito Marcelo Crivella quer viabilizar o corredor rodoviário “com a maior agilidade possível”.

Indio também disse que vai criar um plano de regularização fundiária nas comunidades. A ideia, diz, não é fazer promessas para os próximos quatro anos, mas criar um projeto que vire política de Estado, colhendo frutos a longo prazo. A pasta iniciará estudos em cerca de dez favelas.

Outros planos, ainda embrionários, envolvem a criação de moradias populares na Zona Portuária e a revitalização do entorno da Avenida Brasil, historicamente esquecida.

À gestão de Eduardo Paes, sobraram críticas por supostamente não pensar a cidade como um todo. “(Na nossa gestão) A ação urbanística vai preceder a execução de qualquer obra”, explicou Indio, que deixou no armário a tradicional camiseta preta, que vestiu durante toda a campanha eleitoral, e vestiu uma camisa social azul escuro.

?Reportagem do estagiário Caio Sartori

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