Por gabriela.mattos

Rio - Houve aumento de 17,52% nos casos de violência contra jornalistas brasileiros em 2016, em relação ao ano anterior. Foram registradas 161 ocorrências em que 222 profissionais foram submetidos a agressões, ameaças, prisão, censura, atentados, assassinatos e outros crimes. As informações constam de relatório apresentado ontem pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio.

Foram dois assassinatos no ano passado: João Miranda do Carmo, que levou sete tiros por denunciar em seu blog problemas em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, e Maurício Campos Reis, dono do jornal ‘O Grito’, em uma emboscada em Santa Luzia (MG).
A agressão física foi a forma mais frequente de violência: 36,03% dos casos, seguida de agressões verbais (16,15%), ameaças (14,91%) e cerceamento à liberdade de expressão por meio de ações judiciais (11,18%).

A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos: 44,10% e os profissionais de TV são os principais alvos (31,83%). “Apesar de alarmantes, os casos são subestimados. Muitos não se tornam públicos, pois o jornalista tem medo de se expor”, disse a presidente da Fenaj, Maria José Braga.

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