Crise faz militares usarem viaturas ou trocarem de batalhão para trabalhar

Muitos servidores ainda não receberem salários e nem o décimo terceiro

Por O Dia

Rio - Devido à crise financeira do estado, o comandante-geral da corporação e secretário de Defesa Civil coronel Ronaldo Jorge Brito de Alcântara autorizou as unidades a disponibilizarem viaturas para buscar em casa os militares que não tenham dinheiro para pagar a passagem.

Documento autoriza que militares sejam buscados em casa se não tiverem dinheiro para trabalharReprodução

A autorização foi publicada no Boletim Interno da corporação no último dia 9. Muitos servidores ainda não receberam salários e nem o décimo terceiro. Para conseguir o transporte, o militar deve procurar a unidade onde é lotado com, no mínimo, 24 horas de antecedência do dia de serviço.

No documento, o comandante-geral também veda a convocação dos militares para atividades que não sejam de emergências e autoriza, ainda, que os comandantes das unidades alterem a escala de 24x72h para 48x144h se houver interesse por parte dos militares.

A assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que a medida é válida toda vez que a data do depósito do pagamento ultrapassar os 30 dias. Ainda de acordo com a assessoria, a medida foi tomada com o objetivo de manter a operacionalidade do CBMERJ no atendimento à população.

PMs também passam por dificuldades

O comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias se reuniu, na sexta-feira, com o governador Pezão e, neste encontro, foi sinalizado que o governo está empenhado para que o pagamento referente ao mês de dezembro seja efetuado até a quarta-feira.

O coronel Dias tem buscado interlocuções junto ao Estado para assegurar os direitos dos policiais militares e orientou os comandantes dos batalhões que conversassem com suas tropas.

O comando do 12° BPM (Niterói) reuniu-se com os policiais de seu batalhão, na sexta, e informou a eles a previsão de pagamento. Durante a conversa, 12 agentes lhe informaram estar passando por dificuldades financeiras, mas apenas uma policial afirmou não ter como se deslocar à sede do batalhão no Centro de Niterói, na semana que vem. Ela foi orientada a se apresentar na 4ªCIA em Maricá, que é perto da residência dela.

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