Por gabriela.mattos

Rio - A concessionária que administra o Complexo Maracanã informou que retomou a administração do estádio e do ginásio Maracanãzinho na tarde desta quarta-feira. De acordo com a empresa, liderada pela Odebrecht, a decisão ocorreu após receber liminar obtida pelo governo do estado na última sexta-feira.

Em nota, a concessionária destacou que já "reestabeleceu o contrato com a empresa responsável de segurança, inclusive solicitando o aumento do efetivo para o Maracanã e Maracanãzinho". "O mesmo procedimento será feito com outros prestadores de serviço, como as empresas responsáveis pela manutenção do gramado e limpeza", completou.

Morador de rua dorme em frente a um dos acessos ao estádioAlexandre Brum / Agência O Dia

No entanto, apesar de reassumir o complexo, a empresa disse que vai recorrer da decisão judicial nos próximos dias. A concessionária "entende que o cumprimento Termo de Autorização de Uso (documento que disciplinou o uso do estádio e do ginásio pelo Comitê Rio 2016 durante os Jogos Olímpicos) é necessário para que seja preservado o bem público e, principalmente, a segurança dos usuários".

"O TAU prevê que o Rio 2016 deveria devolver o Maracanã e o Maracanãzinho somente depois de feitos todos os reparos nas instalações, explicou, em nota.

Além disso, a empresa reforçou que “seria uma verdadeira irresponsabilidade da concessionária reassumir a gestão do Complexo Maracanã, para que as suas atividades voltem à normalidade, colocando em risco o objeto da concessão e, muito mais preocupante, os seus usuários”. 

Para a Odebrecht, “o legado de problemas deixado pelo Comitê Organizador coloca em xeque a própria capacidade de operação do Maracanã e do Maracanãzinho, expondo os usuários a condições inadequadas de saúde, conforto e, sobretudo, de segurança”.

No recurso, a concessionária cita ainda o uso de carga na cobertura do Maracanã duas vezes superior ao permitido pelas regras de uso da estrutura definidos pelo fabricante. 

"O atraso na devolução do Maracanã e do Maracanãzinho por parte do Rio 2016 já gera prejuízos em função do distrato que a concessionária foi obrigada a fazer com clubes de futebol, patrocinadores e eventos de toda ordem com quem tinha contratos ou eventos pré-agendados. Por este fato, ela afasta com veemência o falso argumento de que não era de seu interesse reassumir o Maracanã e o Maracanãzinho", enfatizou.

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