Diretores e agentes do Degase suspeitos de agredir jovens são afastados

Adolescentes contaram que foram agredidos com socos, chutes, jatos de gás de extintor de incêndio e pancadas na cabeça em janeiro

Por O Dia

Rio - Dois diretores e cinco agentes socioeducativos da Escola João Luis Alves (EJLA), do Departamento de Ações Socioeducativas (Degase), na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, foram afastados do cargo. Eles são suspeitos de agredir e ameaçar, inclusive com armas, quatro adolescentes internos.

A decisão ocorreu após um pedido da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude Infracional da Capital à Justiça na última sexta-feira. Os diretores são Leonardo Guimarães da Rocha Souza e Hebert Patrick Faria Gomes. Já os agentes socioeducativos são Daniel Jesus de Souza Leal, Alessandro Fernandes Teixeira, Marcelo Nunes Martins Tavares, Gudemberg Gomes da Silva e Eduardo Luiz Vieira Neves.

De acordo com depoimentos dos adolescentes, eles foram agredidos no início de janeiro, com socos, chutes, pancadas na cabeça e jatos de gás de extintor de incêndio no rosto. Os jovens contaram que quatro agentes andam armados e realizam disparos sem motivos na escola. Eles disseram que há “um clima de intimidação” dentro da unidade.

Segundo o Ministério Público do Rio, Leandro e Hebert sugeriram que o adolescente acusasse outros três internos de tentarem matá-lo. Para o MP, as vítimas não foram encaminhadas à delegacia e ao Instituto Médico Legal (IML) no dia ocorrência.

“Tendo as lesões sido produzidas por agentes socioeducativos, não houve nenhuma pressa no encaminhamento das vítimas à constatação das lesões, que evidentemente se desejam ocultar, isso porque, o registro da ocorrência só foi realizado dias depois quando não era mais possível verificar nitidamente as lesões”, diz um trecho do documento.

 

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