Mesquita pagará salários atrasados e décimo terceiro de servidores até quarta

Valores serão pagos integralmente, assim como as férias, garante o novo prefeito da cidade, Jorge Miranda

Por O Dia

Rio - Com dois meses de salários atrasados, além de décimo terceiro e férias vencidas, a prefeitura de Mesquita disse que quitará a dívida com os servidores até esta quarta-feira, dia 15. O valor, mais de R$ 14 milhões, será retirado do fundo da previdência do município, o MesquitaPrev, e será devolvido em 36 parcelas.

Os salários que serão pagos são referentes a novembro e dezembro de 2016, dívida deixada pela gestão de Gelsinho Guerreiro, que sumiu após não conseguir a reeleição na cidade. 

“Não há como iniciar um governo sem que as pessoas estejam motivadas. Iniciamos um processo de reformulação em todas as áreas da administração, visando principalmente essa quitação dos vencimentos atrasados”, comemora o novo prefeito, Jorge Miranda.

Ruas de Mesquita ficaram tomadas por lixo após prefeito Gelsinho Guerreiro, que perdeu a reeleição, sumir, ano passadoErnesto Carriço/ Agência O Dia

O pagamento integral dos atrasados ocorrerá graças a um acordo firmado entre o município, o MesquitaPrev, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e a Defensoria Pública, homologado nesta segunda-feira. A quantia será devolvida ao MesquitaPrev em 36 parcelas, atualizadas monetariamente pelo IPCA e mais 6% de juros ao ano, a partir de janeiro de 2018.

Funcionários que foram nomeados e cooperativados não fazem mais parte do quadro da prefeitura, de acordo com Miranda. Um processo administrativo foi aberto e ainda não há previsão de pagamento destes quadros. 

Caos em Mesquita

?Depois de perder a reeleição em Mesquita, o prefeito Gelsinho Guerreiro sumiu da cidade. Ruas foram tomadas por lixos após a paralisação do serviço de coleta por falta de pagamento.

Em dezembro, a equipe de O DIA esteve na sede da prefeitura. Entrou, chamou por alguém e ninguém apareceu. O prédio estava abandonado. 

Os cerca de 2 mil servidores e os funcionários terceirizados estavam sem receber os salários há pelo menos três meses. Assim que assumiu, o novo prefeito, Jorge Miranda, decreto de calamidade financeira.

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