Dívidas de R$ 319 milhões ameaçam reinício do ano letivo na Faetec, diz deputado

Retorno está previsto para o dia 6 de março. Presidente da rede garantiu que normalidade voltará às escolas da fundação

Por O Dia

Rio - O deputado estadual e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Comte Bittencourt, disse não acreditar na viabilidade do retorno do ano letivo da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) durante uma reunião do Colegiado nesta quarta-feira. Segundo o parlamentar, a fundação tem uma dívida de mais de R$ 300 milhões e um orçamento para 2017 inferior ao de 2016. O reinicio das aulas está previsto para o dia 6 de março.

"Do orçamento de R$ 779 milhões, o governo só conseguiu pagar R$449 e já começa devendo mais de R$300 milhões. Não tem como reiniciar o ano letivo nessas condições, principalmente porque para 2017, a dotação orçamentária será ainda menor, registrando uma retração de 3,34%. É preciso que o governo adeque as atividades da Faetec a um orçamento real", explica Comte

Segundo o deputado, a situação da rede, que atende a 300 mil alunos por ano em mais de 130 unidades, é dramática. No ano passado as aulas foram suspensas por cerca de 5 meses e em alguns locais alunos ocuparam diversas escolas. O ano letivo de 2016 ainda não terminou e a previsão de publicação de um edital para ingresso de novos alunos é somente para o mês de maio.

Apesar do cenário, o presidente da Faetec, João Marcos Mattos, garantiu que a normalidade voltará às escolas da fundação. "Estamos fazendo reuniões diárias e traçamos as primeiras metas emergenciais para o retorno às aulas. O ano letivo de 2016 irá até o mês de abril e em maio, começará o calendário escolar de 2017", explicou Mattos.

A representante de pais e alunos da Fundação, Miriam Santos, cobrou respostas do presidente da Faetec e disse que alunos estão deprimidos devido à falta de aula.

"Os professores estão sem pagamentos, as unidades com problemas graves de infraestrutura, além de faltar segurança e limpeza nas escolas. E a gente faz o quê com nossos filhos, dá remédio para depressão?", questionou. 


 

Últimas de Rio De Janeiro