'Ele não tinha inimigos', diz amiga de motorista de Uber morto na Zona Norte

Delegacia de Homicídios investiga se Jussan Rodrigues foi vítima de execução ou roubo seguido de morte

Por O Dia


Rio - Um motorista que trabalhava para o aplicativo de transporte de passageiros Uber foi morto a tiros, na madrugada desta quinta-feira, durante uma tentativa de assalto no Andaraí, na Zona Norte do Rio. Jussan Rodrigues da Costa Alves Lima, de 27 anos, havia acabado de deixar uma passageira em casa, por volta das 5 horas, quando foi abordado na rua Paula Brito por dois assaltantes em uma moto. Os bandidos efetuaram dois disparos e fugiram sem levar o carro. Os investigadores ainda não sabem se a vítima reagiu.

Jussan Rodrigues da Costa Alves Lima%2C de 28 anos%2C foi morto a tiros na TijucaReprodução Facebook

Duas pessoas que testemunharam a ação procuraram a polícia para prestar depoimento. Um morador de um prédio situado em frente ao local do crime disse que ouviu os disparos, mas não saiu de casa. “Fiquei muito assustado. Moro aqui há 28 anos e nunca vi uma coisa dessas. Infelizmente, estamos reféns dos criminosos”, lamentou.

A família de Jussan esteve no Instituto Médico Legal(IML), na manhã desta quinta-feira, para fazer o reconhecimento do corpo. Muito abalada, a mãe do motorista chegou ao local aos prantos e precisou ser amparada por amigos e parentes.

Uma amiga da família, que conhecia o Jussan há 10 anos, acredita que ele tenha sido alvo de uma tentativa de assalto: “Ele é um rapaz muito tranquilo, trabalhador e de uma família de bem. Não acreditamos em vingança. Infelizmente, ele foi mais uma vítima dessa cidade violenta”, comentou a mulher que não quis se identificar.

Jussan morava em Piedade e costumava dirigir para a Uber à noite. “Ele estava feliz, pois tinha acabado de comprar o carro próprio. Antes, ele pagava o aluguel de um veículo. Foi uma covardia o que fizeram com ele”, comentou a amiga, que já dirigiu para a Uber mas preferiu vender o carro e desistir do trabalho por medo da violência na cidade.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) abriu inquérito para apurar se o motorista foi alvo de execução ou de latrocínio — roubo seguido de morte. O carro da vítima foi periciado e liberado para a remoção da família. Imagens de câmeras de segurança de prédios da região podem auxiliar a polícia a identificar os criminosos.

O corpo de Jussan será enterrado nesta sexta-feira, às 14h, no Cemitério do Catumbi.

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