Liga estuda medidas de segurança para o próximo Carnaval

Foram colocadas grades no setor 1 e segundo diretor, há possibilidade de, em 2018, não se deixar ninguém no local onde ocorreu atropelamento

Por O Dia

Rio - Após a série de acidentes na Sapucaí, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) está estudando medidas de segurança para o Carnaval 2018. Segundo o diretor Elmo dos Santos, nesta quinta-feira, na 6ª DP (Cidade Nova), foram colocadas grades no setor 1 e há possibilidade de não se deixar ninguém, em 2018, no local onde ocorreu o atropelamento da Paraíso do Tuiuti, no último domingo.

Santos voltou a afirmar que haviam pessoas no local do acidente que não deveriam estar naquela parte da Avenida. "Ali é uma área de armação. Fica difícil as pessoas estarem naquele local. É um lugar de perigo, o carro faz a curva justamente ali. Na hora em que o carro entra não tem que estar ninguém ali", afirmou o diretor nesta quinta.

Acidente com carro deixou feridos na TuiutiCacau Fernandes / Agência O Dia

Sobre as causas do acidente, Santos especulou, mas preferiu não opinar. "Estava chovendo muito e o carro pode escorregar, mas só a perícia vai poder determinar o que aconteceu", afirmou ele. Sobre a alegação do motorista de que a visibilidade que tinha no momento do desfile era baixa, ele disse não afirmar. 

"Tudo pode acontecer. Um avião não foi feito para cair, mas ocorrem acidentes. O que temos que fazer agora é esperar a perícia fazer seu trabalho e cada escola trabalhar junto com os órgãos públicos para que isso não volte a acontecer" , disse ele. 

Segundo o diretor, todas as escolas têm os documentos de vistoria necessários para o desfile na Sapucaí, exigidos pelo Conselho de Engenharia do Rio (Crea) e o Corpo de Bombeiros. "A cada dia que passa, as exigências são maiores e as escolas procuram cumprir. Tudo que é feito é de acordo com o Corpo de Bombeiros e os órgãos públicos", disse Santos. 

Feridos

Um dos acidentados durante os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí teve alta noite desta quinta-feira. A paciente estava internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e havia se ferido no afundamento de parte de uma alegoria da Unidos da Tijuca, na madrugada da última terça-feira.

No mesmo hospital, continuam internadas duas pacientes que sofreram fraturas no desfile da Paraíso do Tuiuti, quando uma das alegorias atropelou espectadores e jornalistas que estavam na pista do sambódromo. Elisabeth Ferreira Jofre, de 55 anos, e Maria de Lurdes Maura Ferreira, de 58, estão em estado grave, no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

A terceira vítima da alegoria da Tuiuti que permanece internada, Lucia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, está no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e deve passar por uma cirurgia hoje. Ela também está no CTI em estado grave.

Um quarto acidentado está internado no CTI do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.  Ele apresentou melhoras nas últimas horas, mas não há previsão de alta.

Os dois acidentes deixaram mais de 30 feridos. Na primeira noite de desfile, 20 pessoas foram feridas na colisão do carro da Tuiuti e, na segunda, 12 pessoas se feriram na Unidos da Tijuca.

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