Morte de macaco sob suspeita

Possibilidade de febre amarela é investigada em Campos, vizinho a estado atingido por surto

Por O Dia

Rio - A morte de um macaco com suspeita de febre amarela causou preocupação ontem entre a população de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que faz divisa com o Espírito Santo, estado onde foram confirmadas mortes pela doença em humanos.

A Vigilância em Saúde do município anunciou que irá vacinar amanhã, das 8h às 16h, os moradores do distrito de Conceição do Imbé, onde o animal foi encontrado morto na terça-feira.

De acordo com o órgão, a imunização faz parte do novo bloqueio vacinal determinado pela Secretaria de Estado de Saúde para atender distritos que possuam áreas de Mata Atlântica e proximidades.

A diretora de Vigilância em Saúde, Andréya Moreira, tenta tranquilizar a população. “Não há motivo para pânico. A vacinação na região do Imbé já estava prevista, conforme determinação do Estado. Apenas houve uma troca de data para o início do novo bloqueio, que estava previsto para começar em Dores de Macabu (outro distrito da cidade)”, disse.

A nova fase do bloqueio também irá vacinar os moradores de Ibitioca, Serrinha e Morangaba. Andréya ressaltou que o mutirão é apenas uma ação de prevenção. “É importante informar que não há casos de febre amarela no município”, explicou.

O macaco foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campos e será encaminhado para o Rio, onde passará por análise para saber qual foi a real causa da morte. O médico veterinário Jeferson Pires, biólogo do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Universidade Estácio de Sá, diz que as pessoas não podem se desesperar.

“Macacos morrem naturalmente. Muitas vezes os animais aparecem mortos por outros motivos. Agora cabe aos órgãos envolvidos analisar, além de ser feito um monitoramento mais intensivo na região. Mas temos que esperar a primeira avaliação. Não há nenhum motivo para as pessoas ficarem com medo”.

No ano passado, 15 primatas morreram em apenas três dias no Rio, a maioria no Jardim Botânico. Um laudo divulgado na época pela Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o motivo era herpes de humanos. 

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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