Por thiago.antunes

Rio - Até então apenas um pedido antigo dos moradores, o ‘Tijuca Presente’ está mais perto de se tornar realidade. Nesta segunda-feira, a coordenação do Centro Presente deve iniciar, a pedido da Superintendência da Grande Tijuca, um planejamento operacional e levantamento de custos para implementar um programa do tipo Segurança Presente na região.

O objetivo é instalar o primeiro módulo do projeto em parte da Grande Tijuca por meio de uma parceria público-privada. O orçamento deve ficar em torno de R$ 20 milhões por ano, valor médio investido em outras operações do Segurança Presente. O estudo será conduzido pelos capitães Fogaça e Coque e deve ser concluído em 15 dias.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Empresarial da Tijuca, Jaime Miranda, a operação deve ser bancada por parceiros do comércio do bairro. “Esse assunto é falado há muito tempo, mas esses projetos são caros e bancados pela Fecomércio. Queremos pegar o mesmo modelo”, contou.

Reuniões de segurança foram feitas pela superintendência do bairroDivulgação

A Operação Segurança Presente com a iniciativa privada começou em dezembro de 2015 no Méier, na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Aterro do Flamengo, como parceria entre o governo do estado e a Fecomércio. No entanto, a participação da federação ainda não é garantida na versão tijucana. “Não conversamos ainda com a Fecomércio”, afirmou o superintendente da Grande Tijuca, José Henrique Pequeno Júnior.

Os próximos passos serão a procura por investidores e a apresentação ao prefeito, Marcelo Crivella. “O cidadão está com medo e isso acarreta em fechamento de lojas e crise econômica. O Tijuca Presente é a realização de um sonho do tijucano”, disse o superintendente.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que os roubos na região da Grande Tijuca aumentaram 36,5% no ano passado em relação a 2015 — foram 2.344 ocorrências. Um dos casos de violência mais recentes foi o do sargento Renato César Cardoso, assassinado após ladrões levarem sua motocicleta no Maracanã na quinta-feira.

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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