Postagem com informação de maconha vira caso de polícia

Reportagem foi publicada no Facebook do Circo Voador e delegada diz que vai investigar por haver indícios de apologia à droga

Por O Dia

Rio - Criado para informar agendas de shows e eventos, debater os rumos da música e fortalecer os laços de amizade entre os internautas que frequentam o Circo Voador, o perfil do estabelecimento no Facebook está gerando polêmica. Tudo por causa de uma postagem feita às 10h39 de quarta-feira, que divulga link de uma página falando sobre um tipo de maconha, que é considerada “a mais forte do mundo”.

A postagem, que trás também uma foto grande de um pedaço do que parece ser um tablete do entorpecente, descrito como sendo uma “densa flor de maconha embebida em óleos concentrados”, surpreende. Boa parte das 785 pessoas que haviam curtido a publicação até a noite de ontem, reagiu indignada à postagem, enquanto outras acharam a divulgação normal do site dedicado ao debate em torno da liberação das drogas no país.

Publicação no Facebook causou polêmica entre internautasReprodução

“Circo Voador, alguém rakeou você? Pô, ninguém merece apologia nessa página, né? Não sou contra quem fuma..., porém, se (a maconha) não é legalizada, quem usa suja as mãos de sangue, sim”, criticou uma internauta.

“Isso aí. Liguem para seus traficantes prediletos e façam suas encomendas. Depois não reclamem de bala perdida, de violência, de crianças que morrem...”, endossou outro internauta.

Em resposta, alguém usando o símbolo da página antes da inscrição, afirma, em tom de ironia, num português repleto de erros de grafia e concordância: “Como os pessoal é ignorante, né? Até parece que os traficante brazuca vão er issoaê! Só tem aquele prensado xexelento (sic.)”. Outros internautas classificaram comentários contrários ao post de “hipócritas”.

A titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Daniela Terra, se disse “chocada” com a postagem. “Há claros indícios de apologia à maconha, sim. Vamos verificar se essa página não foi, por ventura, hackeada. Se não foi, os administradores terão que prestar esclarecimentos e podem até ser indiciados”, adiantou Daniela.

A Lei 11.343/06 estabelece pena de um a três anos de prisão para quem induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga. Procurada na noite de ontem, a assessoria de imprensa do Circo Voador não retornou as ligações até o fechamento desta edição, quando a postagem já alcançava 86 compartilhamentos.

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