Polícia prende suspeito de matar professor em Volta Redonda

Investigações levaram à prisão do acusado em Vassouras

Por O Dia

Rio - Agentes da 93ª DP (Volta Redonda), no Sul Fluminense, vão conduzir daqui a pouco Carlos Eduardo Borges de Andrade, o Cadu, de 21 anos, acusado de ter matado o professor do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), Hyder Marcelo de Araújo Lima, de 37 anos, para a Casa de Custódia da cidade. O crime, que deixou os volta-redondenses em estado de choque, ocorreu no dia 16 de março, quando o corpo de Hyder, com sinais de estrangulamento, foi encontrado dentro de seu apartamento, na Rua Sete de Setembro, no bairro Aterrado.

Em foto%2C Carlos Eduardo (à esquerda) aparece ao lado do professor Hyder. Motivação de crime ainda investigadaDivulgação / Polícia Civil

De acordo com investigações da polícia, Carlos Eduardo teria tido um relacionamento amoroso com a vítima. Seu possível envolvimento no assassinato foi despertado no dia do enterro do professor, quando ele sequer apareceu no velório, surpreendendo pessoas próximas a Hyder e que sabiam do suposto romance entre os dois, que chegaram a posar juntos em fotos publicadas em redes sociais.

Segundo o delegado-adjunto da 93ª DP, Rodolfo Atala, Carlos Eduardo foi preso na noite de ontem em Vassouras, a 55 quilômetros de Volta Redonda. Embora o acusado negue o crime, a polícia diz não ter dúvida de sua participação, com base “em provas periciais e amplo trabalho de campo dos agentes”.

“O crime teve motivação patrimonial (um laptop da vítima foi roubado) e passional. Carlos Alberto nega que tenha sido autor do homicídio, mas a Polícia Civil não tem dúvidas que ele estava no apartamento da vítima no dia da morte do professor e o matou de maneira violenta”, diz Atala. "Infelizmente a prisão do assassino não traz a vida do Hyder de volta, mas traz um pouco mais de conforto para a família e amigos. A morte do Hyder foi uma grande perda para a sociedade", completou o delegado.

Hyder foi encontrado seminu sobre a cama, com um pano na boca e uma blusa tampando seu rosto. Na ocasião, centenas de alunos dele fizeram manifestação, condenando a violência e clamando pela identificação e prisão do assassino.

Em nota publicada no dia 17 de março, em seu site, a Unifoa afirmou que Hyder, nascido em Angra dos Reis, trabalhava na instituição desde 2005, onde era mestre de Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, e era muito querido. Ele também coordenava projetos no Núcleo de Práticas Contábeis para a comunidade, como declaração do Imposto de Renda gratuita.

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