Informe do DIA: PSB reavalia apoio a Temer

Divergência do PSB em relação a propostas do governo — principalmente as reformas da Previdência e Trabalhista — tem levado nomes importantes da legenda a reavaliar a aliança

Por O Dia

Rio - O PSB estuda deixar a base do presidente Michel Temer (PMDB). O partido ocupa o Ministério de Minas e Energia, com Fernando Coelho Filho. Mas a divergência do PSB em relação a propostas do governo — principalmente as reformas da Previdência e Trabalhista — tem levado nomes importantes da legenda a reavaliar a aliança.

Presidente do PSB, Carlos Siqueira é um dos que defendem que o partido entregue o ministério e deixe a base. “Se discordamos de vários trechos dos textos, e não só de parte pequena, faz mais sentido deixarmos a base e votarmos do jeito que julgarmos melhor”, diz outro cacique. 

Números

O PSB tem hoje a sexta maior bancada da Câmara dos Deputados. São 35 parlamentares.

Com licitação 

Integrante da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa, Gustavo Tutuca (PMDB) convocou audiência para se certificar de que, com o fim dos contratos de Light e Ampla, haverá licitação para definir a escolha de concessionárias de energia elétrica no estado. Teme que ambas as empresas barganhem junto ao governo federal a renovação sem concorrência pública. A intenção de Tutuca é pressionar a Agência Nacional de Energia Elétrica para que os contratos sejam condicionados a melhorias nos serviços.

Mágoa

A atitude externa, também, uma mágoa do governo estadual com as concessionárias. Tanto a Light quanto a Ampla cortaram a luz de secretarias e outros imóveis do estado por atraso no pagamento das contas.

A fatura do VLT

Firmado em 2015, o contrato da prefeitura com o consórcio VLT, composto pela Odebrecht e mais cinco empresas, previa que o município arcaria com a diferença entre o número de passageiros que entraram nos veículos e os que de fato pagaram passagem. A conta chegou. As primeiras cifras dessa fatura serão divulgadas no fim do mês.

Clima quente na Alerj

Teve bate-boca entre Edson Albertassi (PMDB) e Paulo Ramos (Psol) na Comissão de Constituição e Justiça da Alerj. Ao incluir automóveis nos setores beneficiados com isenções fiscais, juntamente com lácteos e hortifrutigranjeiro, o peemedebista foi acusado de ter feito “molecagem”.

Ânimos mais calmos

Depois, em tom de brincadeira, Albertassi disse que, como os carros no Rio estavam muito caros, teve que comprar um Toyota em Juiz de Fora. Quase todos riram. “Evasão de divisas”, brincou Rafael Picciani (PMDB). “Lamentável”, criticou Luiz Paulo (PSDB).


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