Fernando Mansur: Somos joio e somos trigo

Há nova consciência pulsando no ar. Ela pode ser captada pelas antenas plugadas no coração e sintonizada na grande unidade da vida. É um tempo de revelações. Cada um, do seu jeito, pode captá-las

Por O Dia

Rio -Cobramos dos outros grandes atos meritórios, mas cometemos pequenos delitos em nossas ações cotidianas. O todo é o reflexo das partes. Em vez de trocas de acusações, o que podemos fazer para melhorar nossa cidade? Aqui vivem pessoas extremamente criativas, precisando, talvez, de um pouco mais de autoconfiança e espaço.

Tente colocar em prática suas ideias de boa vontade e serviço voluntário. Reúna pessoas afins, convide gente que queira participar doando um pouco de sua energia para trabalhos práticos.

Evitar o desperdício, distribuir o supérfluo, cooperar com o coletivo. Praticar Deus. Mais sentir do que pensar. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, como disse o poeta.

Saiba onde fazer doações e crie rede de afinidades. Divulgue suas ações e busque parcerias. A mente precisa ser humilde para entender que não pode dar conta de tudo. A intuição é sua aliada. O tempo corre mais rápido hoje do que ontem e as transformações não param por aí.

Há nova consciência pulsando no ar. Ela pode ser captada pelas antenas plugadas no coração e sintonizada na grande unidade da vida. É um tempo de revelações. Cada um, do seu jeito, pode captá-las.

É uma hora rara, em que a Mãe do Mundo está parindo seus novos filhos, “filhos que trabalhem apenas por causa do trabalho, que é dar o maior auxílio do qual sejam capazes, promovendo o bem dos outros, sua felicidade.”

Vamos! Solumus.


Fernando Mansur é radialista, escritor e professor. Graduado em Letras pela Universidade Católica de Minas Gerais (Ponte Nova), é mestre e doutor em Comunicação pela UFRJ.

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