Polícia faz operação para prender maus torcedores que promovem violência no Rio

Procurados formam quadrilhas que promovem badernas, brigas e até mortes dentro e fora dos estádios

Por O Dia

Rio - Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) prenderam dois suspeitos, na manhã deste domingo, durante uma operação para identificar e prender maus torcedores infiltrados em torcidas dos principais times de futebol no Rio. Thiago Alves de Souza Aprígio, membro da Torcida Jovem do Flamengo, é apontado como um dos autores da morte do vascaíno Diego Martins Leal, morto a tiros e facadas em 2012. 

Já Thiago Oliveira Ramos, integrante da Young Flu, também é suspeito de ter participado de um homicídio envolvendo torcidas organizadas.  Segundo a DRCI, com o jovem foram apreendidos porretes e maconha. 

Material apreendido na Young Flu e Torcida Jovem do FlamengoDivulgação

Os outros suspeitos procurados pela operação também integram quadrilhas que, antes, durante e depois de clássicos no Maracanã e Engenhão, provocam violência, destruição de patrimônio público e até mortes. Alguns confrontos são marcados pela internet. A DRCI conta com apoio de outras delegacias especializadas.

De acordo com a delegada titular da DRCI, Daniela Terra, os procurados são pessoas “travestidas de torcedores”, que, na verdade, têm como objetivo, incitar a violência contra adversários, promover badernas, brigas e destruição de pontos de ônibus, estações de trem e outros imóveis, resultando, muitas vezes, em mortes de torcedores inocentes.

Um dos alvos da operação, segundo a delegada, seriam torcedores do Vasco, que estariam infiltrados neste domingo na torcida do Fluminense, com objetivo de agredir torcedores do Flamengo, durante o jogo da final do Campeonato Carioca, entre tricolores e rubro-negros.

As equipes estão cumprindo quatro mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Entre os locais onde estão sendo realizadas as buscas estão as sedes do Vasco da Gama, em São Januário; e da torcida Young Flu, no Méier. Os locais, segundo investigações, são usados também para guardar endereços, rojões, cassetetes e outros objetos que seriam usados hoje para cometer violência e crimes contra adversários.

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