Por thiago.antunes

Rio - Palco da tragédia que causou duas mortes há um ano, a Ciclovia Tim Maia terá que passar por obras em toda a sua extensão para voltar a receber o público. O Conselho Regional de Engenharia (Crea-RJ) recomendou que o consórcio Contemat-Concrejato, responsável pelas intervenções, refaça todo o gradil, incluindo as telas de ferro, que estão enferrujadas e apresentam risco à segurança dos ciclistas.

Além disso, a construtora terá que trocar os calços, que são os apoios estruturais que fixam o concreto nas colunas de ferro.  Toda a ciclovia, entre os bairros do Leblon e São Conrado, terá que ser levantada em módulos para a substituição das peças.

Crea determinou troca dos calços que fixam o concreto às colunasDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

As juntas de dilatação, que são os espaços entre as placas de concreto, também serão refeitas. As obras foram iniciadas no dia 2 de maio e, segundo a prefeitura, devem durar até 90 dias. Depois disso, haverá uma nova vistoria do Crea para definir se o local poderá ser reaberto.

Segundo o engenheiro José Schipper, que acompanhou o estudo feito pelo Crea, o material utilizado inicialmente era de baixa durabilidade. Ele afirmou que mesmo após as obras, a ciclovia poderá ser interditada entre os meses de abril e agosto.

“Solicitamos um estudo sobre os impactos e a força das ondas e isso deve demorar pelo menos dois anos para ficar pronto. Como o mar fica mais agitado neste período do ano, recomendamos o fechamento da ciclovia nesses meses, até que o estudo sobre as ondas seja concluído”, explicou.

Segundo a Prefeitura do Rio, as obras estão sendo realizadas por garantia no contrato, ou seja, sem custos para os cofres públicos. Por conta do acidente, 14 pessoas foram indiciadas por homicídio culposo, sem a intenção de matar.

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