Mães que perderam filhos vítimas de violência protestam em Copacabana

Grupo de cerca de 40 mães realizaram almoço com o propósito de tornar público a violência diária vivida por elas e seus filhos nas comunidades

Por O Dia

Rio - A Organização Não-Governamental Rio de Paz realizou uma manifestação no início desta tarde, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, com um grupo de cerca de 40 mães que perderam filhos vítimas de violência nas comunidades. Eles realizaram um almoço de Dia das Mães com o de tornar público a violência diária vivida por elas e seus filhos nas favelas. 


Durante o ato, uma mesa de 70m de comprimento foi colocada nas areias, coberta por uma toalha vermelha, que simbolizava o sangue das vítimas e quatro painéis grafitados por artistas de favela, com temas sobre insegurança e condições precárias de vida do morador de comunidade pobre foram expostos, além de cartazes com dizeres como “Dia das mães é todo dia. Sem violência nas favelas”.

A auxiliar de enfermagem Rosângela de Maria de Paula, de 50 anos, que perdeu o filho em setembro do ano passado aos 21 anos. Ela é moradora da comunidade de Piabetá, na Região Metropolitana do Rio.

“Ele foi confundido com um bandido e levou um tiro na cabeça. Meu filho era um técnico de enfermagem, era cabo do Exército e uma pessoa boa. O pior de tudo é continuar na mesma situação, a investigação não avança. O que vale para aqui, não vale para o lugar que eu moro. A gente não tem mais para onde correr. Ele nunca me fez chorar, só me dava alegria. Agora choro todos os dias pela falta dele”, conta a mãe muito emocionada. A mãe que chorava durante toda a entrevista dizia que criará uma ONG em homenagem ao filho, Nicholas Osvaldo de Paula.

Reportagem da estagiária Marina Cardoso


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