Por adriano.araujo
Santiago Andrade morreu depois de ser atingido por um rojão quando filmava uma manifestaçãoReprodução

Rio - O pedido de habeas corpus da defesa Caio Silva de Souza e Fabio Raposo Barbosa, acusados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, durante protesto em 2014, foi negado pelo  Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o ministro Gilmar Mendes também confirmou o andamento do processo para os réus irem à júri popular. 

Em 26 de abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia aceitado o pedido da Assessoria de Recurso Constitucionais Criminais do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e autorizado o prosseguimento do julgamento.

Os advogados de defesa, no entanto, recorreram da decisão ao Supremo, com a alegação de que um recurso extraordinário defensivo ainda estava pendente de admissibilidade no STJ.

Na sua decisão sobre o habeas corpus, o ministro Gilmar Mendes considerou que os recursos extraordinários são desprovidos de efeito suspensivo, confirmando a decisão do ministro relator do STJ Jorge Mussi. “A decisão questionada na presente impetração está em perfeita sintonia com a jurisprudência do STF sobre o tema”, escreveu o ministro.

Fábio Raposo e Caio de Souza são acusados da morte do cinegrafistaJosé Pedro Monteiro / Arquivo / Agência O Dia

Santiago morreu após ser atingido por um rojão disparado em manifestação popular na Central do Brasil. Os autores do disparo são acusados pelos crimes de explosão e homicídio doloso (com a intenção de matar) triplamente qualificado (uso de artefato explosivo, motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) do cinegrafista.

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