Informe: Cedae valorizou cerca de R$ 2 bilhões com decisão do STF

Empresa também conseguiu na Justiça o direito de não pagar o imposto federal daqui para frente: uma economia de R$ 500 milhões por ano

Por O Dia

Rio - A Cedae valorizou cerca de R$ 2 bilhões com decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. Isto porque o ministro Luiz Fux determinou, dia 11, que a empresa tem o direito de reembolsar o valor que gastou nos últimos cinco anos em Imposto de Renda. A Cedae também conseguiu na Justiça o direito de não pagar o imposto federal daqui para frente: uma economia de R$ 500 milhões por ano.

Na sentença, Fux destacou a “natureza pública, essencial e exclusiva do serviço prestado, bem como seu caráter não lucrativo”. A Cedae é uma empresa de economia mista de capital fechado, do qual 99,9996% pertencem ao Estado do Rio de Janeiro.

As duas torcidas

Com sua decisão, Fux deu involuntariamente uma força ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que já conseguiu, na Assembleia Legislativa, autorização para vender a Cedae — e poderá fazê-lo por um preço mais alto.

Mas...

Fux também deu munição a quem é contra a privatização: com a determinação da Justiça, a Cedae passará a render cerca de R$ 250 milhões em dividendos ao estado por ano, R$ 150 milhões a mais do que atualmente.

‘Cheque em branco’

Uma das principais lideranças da Alerj contra a privatização, Luiz Paulo (PSDB) afirma que a aprovação da venda, em fevereiro, foi um “cheque em branco” para o governo.

“Deveria ter sido incluída a discussão do modelo de privatização. Reverter a privatização não tem como. Agora cabe fiscalizar para que o preço seja compatível. Pode-se pedir um valor mais alto.”

Aliás

Luiz Paulo tem chamado o deputado governista André Corrêa (DEM) de “dublê de secretário” — é que Corrêa deixou a Secretaria do Meio Ambiente para retornar à Alerj, mas continua dando as cartas por lá.

Operação capenga

De uma pessoa que conhece bem o mercado financeiro. “Bilhões foram movimentados pela corrupção nos últimos anos. Enquanto a Lava Jato não prender um banqueiro, a operação está capenga.”

Brigar pra quê?

Do prefeito Marcelo Crivella sobre Maria Silvia Bastos, ex-presidente do BNDES: “Brigava desde janeiro com ela para conseguir renegociar a dívida do município. Ontem (quinta) ela me liga e diz que enviou nosso acordo para a Secretaria do Tesouro Nacional. Hoje (sexta) ela pediu demissão. Puxa! Podia ter sido uma briga menos árdua. Já que ela ia embora, né?”, disse, para risos gerais de mulheres garis homenageadas pela primeira-dama, Sylvia Crivella.

Últimas de Rio De Janeiro