Mãe Beata de Iemanjá morre aos 86 anos

Religiosa que comandava terreiro Ilê Omi Oju Aro, em Miguel Couto, Nova Iguaçu, ficou conhecida por sua luta contra o preconceito racial

Por O Dia

Rio - O candomblé está de luto. Morreu Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Iemanjá, de 86 anos, que comandava o terreiro Ilê Omi Oju Aro, no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O local virou patrimônio cultural e entrou para o mapa da cultura do estado do Rio. A religiosa ficou conhecida pela sua luta contra o preconceito racial. Em seu terreiro, Mãe Beata de Iemanjá promovia oficinas e festas e ajudava as pessoas do bairro.

Mãe Beata de Iemanjá, conhecida por sua luta contra o racismo, faleceu aos 86 anosReprodução Vídeo

Em sua rede social, o filho de Mãe Beata de Iemanjá, Adailton Moreira, comunicou a morte da religiosa, mas não disse a causa. Entretanto, era sabido que ela estava com a saúde fragilizada havia algum tempo. “É com imenso pesar que comunico o falecimento de minha mãe biológica Mãe Beata de Iyemonjá. Olorun a receba com glória. Posteriormente informo maiores detalhes”, escreveu ele, que recebeu centenas de mensagens de apoio.

Mãe Beata de Iemanjá, nasceu em 1931 em Cachoeira do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano. Chegou ao estado do Rio no final dos anos 1960. Iniciada no candomblé em 1956, em Salvador, fundou seu terreiro em Nova Iguaçu em 1985, onde fortaleceu seu trabalho pela cultura afro-brasileira. A morte de Mãe Beata de Iemanjá causou comoção nas redes sociais.

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