Corpo de delegado da PF morto em Florianópolis será enterrado em Niterói

Adriano Antônio Soares era da delegacia de Angra dos Reis. Ele que abriu inquérito que apura acidente aéreo que matou ex-ministro Teori Zavascki

Por O Dia

Adriano Antônio Soares morreu após uma briga em casa noturnaReprodução

Rio - O corpo de Adriano Antônio Soares, de 46 anos, delegado da Polícia Federal morto após uma discussão em uma casa noturna em Florianópolis, em Santa Catarina, será enterrado às 16h desta quinta-feira no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. Elias Escobar, ex-delegado de Volta Redonda e que atualmente trabalhava em Niterói, também morreu a tiros na briga. Ainda não há informações sobre o seu sepultamento.

O velório de Adriano Antônio estava previsto para iniciar nesta manhã, mas às 9h30 o corpo ainda não tinha chegado na capela, de acordo com a administração do cemitério.

De acordo com a investigação, os dois discutiram com o dono de um trailer de cachorro-quente conhecido na região, identificado como Nilton César Souza Júnior, o Nilton Dog, de 36 anos, por volta das 2h, em um corredor interno de uma boate, na Rua Fúlvio Aducci, no bairro Estreito. Os delegados estavam saindo da casa de festas, quando ocorreu a discussão. Pelo menos 20 disparos foram feitos no tiroteio.

A perícia inicial acredita que tanto os delegados quanto o suspeito teriam atirado. Um outro homem, que também teria participado da briga, está sendo procurado. De acordo com a Polícia Federal, os agentes estavam na cidade para participar de uma capacitação interna e não se encontravam em serviço. Escobar morreu no local e Soares no hospital. Mesmo com um tiro no peito, ele ainda conseguiu pegar um táxi, mas não resistiu. Antes de irem para a boate, os dois jantaram com os colegas de curso. Uma foto registrou o último encontro do grupo de policiais.

Adriano (esquerda) e Escobar%2C antes de seguirem ao local dos assassinato%2C registraram foto em jantar com colegasDivulgação

O suspeito de atirar nos dois delegados está internado, e seu estado de saúde é estável. A polícia não informou se ele possuía passagens criminais e porte de arma. O motivo da discussão ainda está sendo apurado.

Em janeiro, Soares foi o responsável por abrir o inquérito sobre o acidente que causou a morte do ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no STF. O avião que ele estava caiu no mar, próximo a Paraty. Como a área é de responsabilidade da delegacia de Angra, Soares foi o responsável por instaurar a investigação que, logo em seguida, passou a ser de responsabilidade da Polícia Federal de Brasília e presidida por outro delegado.

Em nota, a Polícia Federal lamentou a morte dos delegados. “Neste momento de imensa tristeza, a Polícia Federal expressa suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos enlutados”, afirmou a instituição.

Com reportagem de Bruna Fantti

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