Segurança morto em assalto no Arco Metropolitano seria pai neste mês

Mulher de Jones de Souza da Silva está grávida de nove meses. Na ocasião, ele estava acompanhado de outro segurança, que também foi assassinado

Por O Dia

Jones de Souza da Silva%2C de 28 anos%2C também deixou um filho de 4 anosReprodução Facebook

Rio - Prestes a nascer, o filho do segurança Jones de Souza da Silva, de 28 anos, não vai ter o colo nem o carinho do pai quando a mãe do menino der à luz. Carla Torres, que também é segurança, está grávida de nove meses e pode ter o bebê a qualquer momento. É que Jones foi assassinado nesta quarta-feira durante um assalto no Arco Metropolitano, altura de Japeri, na Baixada Fluminense.

Ele fazia escolta de um caminhão da Souza Cruz quando foi atacado por uma quadrilha de ladrões de cargas. Jones deixa também um filho de 4 anos. No tiroteio morreu ainda o segurança Benedito Charles da Silva, 46, atingido na cabeça, tórax e mão, faleceu quando deu entrada no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. Jones já havia escapado de um ataque em fevereiro desse no mesmo local onde foi baleado. Na ocasião, o segurança Yago Aguiar Sant’anna.

Jones estava na Seculus há dois anos. O empresário Roberto Santos, de 56 anos, é amigo da família e patrão da mãe de Jones, Zenir da Silva, de 60. Ela é babá do filho dele de 8 anos. “Não sei como a esposa dele não teve neném ainda diante de tudo isso que está acontecendo”, disse Roberto.

Segundo ele, Zenir soube da morte do filho pelo rádio. “Meu filho e a mãe do Jones estavam em casa escutando o rádio. Foi pelo rádio que ela soube da morte do filho. Ela se desesperou. O meu filho saiu pela rua correngo atrás do meu genro. Ele não sabia falar o que estava acontecendo. Só tremia e apontava lá pra casa. Meu genro sem entender nada foi para minha casa e encontrou a mãe do Jones desesperara. Ela gritava e pedia filho de volta. Ela está à base de remédio”, contou o empresário.

Roberto contou que a família de Jones morava na Região Serrana do estado e perderam tudo na tragédia das chuvas que arrasou a área em 2011. “Eu os abriguei em minha casa. Eles perderam tudo”, revoelou o empresário. Jones morava em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ainda não há informações sobre o enterro.

Débora Costa, uma das representantes da Seculus, empresa onde os vigilantes trabalhavam, é viúva de Yago. Ela esteve na manhã desta quinta-feira no Insituto Médico-Legal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. "O meu marido era o segurança que estava com o Jones no último ataque. Hoje, estou aqui resolvendo o local do velório e do enterro dos seguranças colega dele. Agora, imagina como está a minha cabeça", lamentou ela.

Benedito estava na empresa há seis meses, tinha três filhos e morava em São Gonçalo. Também ainda não há informações sobre o enterro dele.

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento, sob supervisão de Maria Inez Magalhães

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